AMOPAO pondera subir o preço do pão em Nampula

AMOPAO pondera subir o preço do pão em Nampula

Diante do aumento constante do preço do trigo no mercado nacional, da energia eléctrica e das restrições inacabáveis do fornecimento de água, a Associação Moçambicana dos Panificadores (AMOPAO), em Nampula, está a pensar na possibilidade de agravar o preço do pão nos próximos dias.

Para o efeito, ontem, quarta-feira, a AMOPAO reuniu-se com o Secretário do Estado de Nampula para justificar a sua pretensão de aumentar o preço daquele produto de primeira necessidade, ao nível desta região do país.

O presidente daquela associação, Abdul Hanane, explicou que a maior parte dos seus associados têm recorrido aos operadores privados para terem acesso à água, embora sejam clientes do FIPAG, empresa que se mostra incapaz de resolver o problema de restrições ao nível da cidade.

Hanane contou que, desde 2018, altura em que o preço do saco de trigo era de 1400 meticais, a está parte em que custa 2080 meticais, os panificadores de Nampula mantiveram inalterável o preço do pão de 800 gramas.  

“Para além do custo de água e do trigo, temos ainda o de energia eléctrica, por isso achamos ter chegado o momento de fazermos um reajuste no preço do pão, excelência” – argumentou Hanane.

Por sua vez, o representante dos processadores da farinha de trigo, junto da empresa Bakhresa, Injine Matiquite, disse que o conflito entre a Rússia e a Ucrânia pode vir a provocar a falta de trigo a escala mundial e, consequentemente, afectar o mercado nacional e local, em particular.

“Precisamos urgentemente encontrar um fornecedor alternativo, antes que as coisas corram mal ou fiquem muito piores” -sugeriu Matiquite.

Sobre as questões apresentadas, o Secretário de Estado, Mety Gôndola, disse que vai se sentar, nos próximos dias, com os processadores para, de forma aberta, discutirem as soluções alternativas, que serão posteriormente partilhadas aos panificadores.

“Não gostaríamos nós de tomar decisões que podem ser de risco, para depois sermos obrigado a voltar atrás para ajustes. Concordamos que com base na referida informação, na próxima semana, poderemos voltar a sentar para discutir e encontrar equilíbrios” – justificou Gôndola.

Em relação a energia eléctrica e água, ficou o compromisso de o governo trabalhar com a FIPAG e Electricidade de Moçambique (EDM) e outras instituições, com vista a encontrar soluções rápidas do problema.