Mulheres menos escolarizadas fazem mais filhos

Mulheres menos escolarizadas fazem mais filhos

O Inquérito Demográfico e de Saúde 2022-2023, divulgado ontem em Nampula, indica, entre vários aspectos, que as mulheres menos escolarizadas que vivem nas zonas rurais têm estado a produzir mais filhos do que as escolarizadas que residem nos principais centros urbanos.

Além disso, o estudo revela que as províncias de Niassa e Cabo Delgado, localizadas na região norte, são as que apresentam a maior taxa de fecundidade a nível nacional. Os dados mostram que Niassa tem uma taxa de fecundidade de 6.8, enquanto Cabo Delgado apresenta 6.2%.

O representante do Instituto Nacional de Estatística (INE), Olímpio Zavela, que revelou os dados ontem na cidade de Nampula, indicou que a cidade de Maputo, por exemplo, apresenta a menor taxa de fecundidade, com 2.1%, seguida pela província de Maputo, com 2.8%.

Em termos gerais, em 1997, o país tinha uma taxa de fecundidade de 5.2%, contra os actuais 4.9%.

O relatório também constatou que 60 em cada mil crianças de zero a cinco anos morrem anualmente, um facto que eleva a taxa de mortalidade infantil e coloca Moçambique na lista dos países com maior mortalidade nessa faixa etária. Essa média tem crescido desde 1997.