O Secretário de Estado na província de Nampula, Plácido Pereira, afirmou que a intolerância política, resultante de dificuldades de coabitação e partilha de espaço político protagonizada por alguns actores, não contribui para a consolidação da paz e da harmonia social, nem para a conjugação de esforços na promoção do desenvolvimento sustentável do país em geral e da província de Nampula em particular.
Por isso, segundo o governante, todos somos chamados a privilegiar a convivência pacífica, aceitando as diferenças e promovendo a união mesmo em situações adversas, como condição essencial para a consolidação da unidade nacional, a estabilidade política e a criação de um ambiente favorável à participação de todos no desenvolvimento do país e da província.
Plácido Pereira falava no passado sábado, na Praça dos Heróis Moçambicanos, no contexto da celebração do 33.º aniversário da assinatura do Acordo Geral de Paz.
O governante sublinhou que o diálogo nacional inclusivo, com auscultação pública prevista em Nampula para o próximo dia 6 de Outubro, constitui uma base sólida e uma oportunidade inquestionável para uma reflexão aberta e inclusiva, permitindo abordar aspectos que ainda dividem a população e promover a estabilidade política e a paz no país.
Plácido Pereira observou que a comemoração do Dia da Paz, ocorre num contexto marcado pela persistente acção de terroristas em Cabo Delgado, cuja actividade gera insegurança e instabilidade social, lembrando que situações similares ocorreram durante a guerra civil.
O governante explicou que o terrorismo provoca deslocamento interno, dor e luto, comprometendo o bem-estar da população, pelo que deve ser combatido por todos, dado o impacto negativo no desenvolvimento do país.
“A paz deve ser cultivada na vida quotidiana, na comunidade, na família, no local de trabalho e na interação entre as pessoas. A paz começa no coração de cada um de nós”, sublinhou Pereira.
O Secretário de Estado destacou ainda a relação positiva entre o Estado e as instituições religiosas, que tem contribuído para a estabilidade política e social do país, nomeadamente através da participação activa destas instituições na mediação que culminou na assinatura do Acordo Geral de Paz em 1992.
“Queremos aproveitar esta ocasião para enaltecer o valioso trabalho das confissões religiosas, cujo papel não se limita à mediação de conflitos. O país espera delas contributos na moralização da sociedade, na sensibilização social, na prevenção de doenças, no combate ao terrorismo e na mitigação dos efeitos das alterações climáticas”, frisou Pereira.
Por fim, o governante reiterou que a paz é uma condição indispensável para o bem-estar e felicidade de todos.
