Contrabando coloca mineradoras em situação de risco em Nampula

Contrabando coloca mineradoras em situação de risco em Nampula

O Secretário de Estado na Província de Nampula (SEP), Plácido Pereira, alertou que o contrabando e o tráfico de pedras preciosas podem desorganizar as empresas mineradoras legalmente constituídas, cujos rendimentos são repartidos com o Estado através do pagamento de taxas e impostos.

De acordo com o governante, uma eventual desestruturação destas empresas poderá afectar negativamente as receitas do Estado e, consequentemente, comprometer a concretização de vários projectos do sector público, destinados a beneficiar a população.

Pereira lançou este alerta na quarta-feira, durante a sua visita de trabalho para monitorar e avaliar o estágio da empresa Moz Gemes, na região de Mavuco, em Chalaua, distrito de Moma, após as recentes manifestações violentas pós-eleitorais.

Na ocasião, sublinhou que, devido às redes criminosas ligadas ao tráfico e contrabando de gemas, o Estado tem registado elevados prejuízos, resultantes da saída ilícita desses minérios sem o devido pagamento de taxas e impostos.

Acrescentou que o Governo está a trabalhar em coordenação com a Polícia da República de Moçambique (PRM), no sentido de reforçar a segurança e proteger este ramo de actividade.

Além disso, enfatizou que o Estado precisa de cerca de 800 milhões de Meticais para financiar a reconstrução de infraestruturas públicas destruídas durante as manifestações violentas pós-eleitorais, reforçando, assim, a importância de assegurar a mobilização de receitas internas. Por seu turno, o representante da Moz Gemes afirmou que a empresa sofreu prejuízos avultados — ainda não quantificados — devido às manifestações, que terão sido aproveitadas para destruir minérios prestes a serem exportados, bem como camiões, máquinas escavadoras e outros equipamentos.