Chapeiros “ameaçam” paralisar actividades na Cidade de Nampula

Chapeiros “ameaçam” paralisar actividades na Cidade de Nampula

Os operadores de transportes semi-colectivos urbanos de passageiros, vulgarmente conhecidos por “chapa-100”, que operam na cidade de Nampula, anunciaram, há dias, a intenção de paralisar as actividades a partir desta segunda-feira.

A decisão surge como forma de protesto contra a alegada má actuação das equipas de fiscalização da Polícia Municipal, sobretudo no que diz respeito à aplicação de multas que consideram arbitrárias e sem pré-aviso, situação que, segundo afirmam, lhes retira a possibilidade de contestar as coimas aplicadas.

Mussito João, um dos transportadores ouvidos pelo nosso jornal, chegou a classificar a actuação das equipas de fiscalização como uma forma de sabotagem.

“A qualidade do serviço prestado pela Polícia Municipal deixa muito a desejar. Mesmo quando tentamos trabalhar dentro das normas, eles encontram sempre uma razão para nos penalizar. Parece que a ideia é apenas retirar mais dinheiro para os cofres do município”, afirmou.

Por seu turno, Anísio Juro, também transportador, defende que a edilidade deve dar uma resposta positiva à proposta de revisão das tarifas.

“Hoje em dia tudo subiu, desde as peças dos carros até outros acessórios. Será que o Conselho Municipal não está a ver isso? Noutras províncias as tarifas já foram revistas e aqui em Nampula não”, questionou.

Segundo os transportadores, a proposta de revisão das tarifas, submetida recentemente pela Associação dos Transportadores Rodoviários de Nampula (ASTRA), deve ser agendada, discutida e aprovada com urgência.

Refira-se que a mesma proposta já havia sido apresentada durante o mandato do anterior governo municipal, liderado pelo então edil Paulo Vahanle, e visa adequar o valor das tarifas aos custos operacionais, tendo em conta o aumento dos preços de acessórios, peças e lubrificantes. Informações de última hora, dão conta que o presidente do Conselho Municipal da cidade de Nampula, reuniu-se no sábado passado com os proprietários dos “chapas”, tendo aparentemente encontrado consenso para que as propostas de alteração dos preços sejam remetidos a assembleia municipal para efeitos de avaliação e aprovação.