A Associação ActionAid Moçambique (AAMOZ) acaba de criar meios alternativos de promoção económica, nomeadamente a criação de grupos de poupança e crédito rotativo, o fortalecimento da literacia financeira, entre outras iniciativas, nas províncias de Maputo, Nampula, Cabo Delgado, Manica, Sofala e Inhambane, onde estão a ser beneficiadas mais de 60 mil mulheres e raparigas.
A informação foi partilhada, esta quarta-feira, pela directora executiva interina da associação, Márcia Cossa, à margem da 13.ª Reunião Anual de Coordenação Estratégica e de Parceria (RANCEP), realizada com a presença do director do Gabinete do Secretário de Estado de Nampula, Rodrigues Ussene.
Na ocasião, Cossa explicou que, através da poupança, as beneficiárias conseguem acesso a financiamento mais acessível para empreender.
“O tipo de negócio financiado varia de acordo com o contexto e as oportunidades. Além de receberem formação em planos de negócios, elas identificam oportunidades e adaptam os seus negócios”, explicou.
As províncias abrangidas pelo projecto têm apresentado diferentes abordagens, incluindo grupos que se associaram para criar casas de mel, produção de farinha, bem como outros que abriram pequenas padarias e confeitarias, além de iniciativas na área da agricultura.
Na área agrícola, o projecto tem-se concentrado em mitigar os impactos de secas e cheias, promovendo a produção agrária em zonas de menor risco e distribuindo produtos e sementes resistentes à seca.
Segundo foi anunciado, o orçamento anual para este projecto é de aproximadamente três milhões de libras, o equivalente a cerca de 200 milhões de meticais.
O director do Gabinete do Secretário de Estado, Rodrigues Ussene, apelou à associação para que trabalhe directamente com as comunidades, organizações locais, grupos e movimentos de mulheres, raparigas e jovens, bem como com redes e plataformas locais, nacionais, regionais e globais, que actuam na área das políticas voltadas para pessoas que vivem em situações de pobreza e exclusão.
“As entidades devem continuar a abordar as causas estruturais da pobreza e da injustiça, promovendo a transformação das relações de poder, visando a redução da desigualdade”, sugeriu.
