Estudantes finalistas de diferentes cursos no Instituto Médio Politécnico de Nampula (IMEP), instituição pertencente à Universidade Politécnica – A Politécnica (ISEUNA), localizada no bairro de Natikiri, na cidade de Nampula, estão há mais de cinco anos à espera da emissão dos seus certificados, para ingresso no mercado de trabalho ou continuidade dos estudos.
Essa situação contrasta com a recente declaração da Secretaria de Estado do Ensino Técnico-Profissional, que assegurou ter superado a crise de atraso na emissão de certificados que afectava os estabelecimentos de ensino técnico-profissional.
Os estudantes consideram inaceitável que uma instituição como o IMEP, que cobra valores considerados elevados (4 a 5 mil Meticais por mês de mensalidade por estudante) e se apresenta como formadora de técnicos competentes, não consiga cumprir com uma obrigação básica de emissão de certificados.
“Sentimo-nos lesados, enganados e prejudicados, considerando que essa prática afecta inúmeros jovens e famílias que confiaram na instituição. Por isso, solicitamos a intervenção das autoridades competentes, para que as responsabilidades sejam apuradas e as obrigações sejam cumpridas”, referem os estudantes na sua carta-denúncia.
Sobre o assunto, contactámos a direcção do IMEP, mas não tivemos sucesso, devido à indisponibilidade dos gestores.
Importa referir que, no ano passado, o Secretário de Estado do Ensino Técnico-Profissional, Léo Jamal, afirmou que não havia mais atrasos na emissão de certificados.
Na ocasião, foi anunciada a implementação de novas tecnologias e abordagens para agilizar o processo, com o objectivo de que, em 2025, os estudantes não precisassem esperar mais de dois ou três meses para receber os seus certificados de habilitações. Entre as principais inovações, foi destacada a integração da própria instituição no sistema de gestão académica, permitindo o acompanhamento do percurso formativo dos alunos e, consequentemente, maior agilidade na emissão dos certificados.
