Faltam fundos para reconstruir salas destruídas por ciclones em Nampula

Faltam fundos para reconstruir salas destruídas por ciclones em Nampula

O sector da Educação na província de Nampula enfrenta dificuldades para avançar com a reconstrução de salas de aula destruídas por ciclones, devido à escassez de recursos financeiros, num contexto em que os danos acumulados continuam a comprometer o funcionamento normal do ensino.

Dados disponíveis indicam que, no biénio 2024/2025, mais de duas mil salas de aula foram danificadas pelos ciclones Dikeledi, Chido e Jude, número ao qual se somam outras 227 afectadas na presente época chuvosa, para além de prejuízos em bens pertencentes aos professores, situação que impacta directamente cerca de 28 mil alunos.

Apesar dos constrangimentos, o sector tem vindo a adoptar medidas de mitigação, incluindo a reconstrução parcial de infra-estruturas, para além de instalação de tendas, segundo explicou o director provincial de Educação, Wiliam Tunzine.

“Até ao momento, foram reconstruídas 650 salas de aula com fundos do Governo e apoio de parceiros, com destaque para a UNICEF, no âmbito da resposta pós-ciclone”, afirmou.

O responsável acrescentou que o financiamento do Banco Mundial integra o projecto de reconstrução, embora o acesso aos fundos esteja condicionado por procedimentos burocráticos.

“Foi lançado um concurso para contratação de empreiteiros e espera-se que as obras arranquem este ano, permitindo recuperar cerca de 90% das infra-estruturas afectadas”, explicou.

Entretanto, Tunzine destacou o envolvimento activo das comunidades nos distritos de Lalaua, Ribáuè e Moma, que têm contribuído para a reconstrução de escolas.

Para além dos efeitos dos ciclones, o funcionamento do sector foi igualmente afectado por acções de insegurança nos distritos como Memba e Eráti, onde várias escolas foram encerradas e alunos transferidos para outras localidades, incluindo Nacala e Nacarôa.