O governador da Província de Nampula Manuel Rodrigues, visitou, na última sexta-feira, alguns armazéns de venda de cimento de construção, na cidade capital provincial, onde mostrou-se preocupado com a especulação de preço daquele material essencial para a construção.
A situação de fixação arbitrária de preços de forma especulativa iniciou há dois meses, quando as fábricas de cimento em Nacala reduziram a sua produção, aparentemente, devido a falta da matéria-prima, sobretudo o clinquer, levando a província a uma tremenda escassez do material.
O governador disse ter percebido do facto, depois das reclamações de cidadãos, daí que resolveu fazer uma monitoria, onde constatou que cada vendedor está a praticar o seu preço, variando de 510 a 600 meticais cada saco de cimento, quando antes da crise este material custava abaixo de 500 meticais.
Quando questionou aos representantes dos armazéns sobre a real causa daquele aumento de preço, estes divergiram em suas respostas, pois enquanto outros alegavam a subida de custos no transporte, outros cingiam-se na fraca produção das indústrias.
“Antigamente fazíamos por 500 meticais e agora vendemos a 550, porque o preço de transporte aumentou. Pagávamos 25 mil meticais por carga, mas hoje somos cobrados até 35 mil ” disse em resposta ao Governador um dos responsáveis dos armazéns visitados.
Na altura, Manuel Rodrigues deixou um aviso aos vendedores no sentido de não se aproveitarem da situação para especular preços, sob o risco de verem os seus armazéns encerrados.
“Essa não é uma razão para vocês aumentarem o preço de qualquer maneira. Estão aproveitando-se da situação para cada um praticar o preço que lhe apetece para exprimir o nosso cidadão. Quero preços justos, que não sejam um sufoco para os consumidores. Não nos obrigue a tomar medidas severas” avisou Rodrigues.
Depois da visita, o chefe do Conselho Executivo Provincial de Nampula orientou ao sector de Indústria e Comércio, para junto com a Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE), fazer um trabalho para garantir que o preço do cimento na província seja justo.
