Um total de 32 obras de construção de infra-estruturas do Estado, na sua maioria unidades sanitárias e escolas, foram abandonadas nos últimos dois anos, pelos respectivos empreiteiros, em vários distritos da província de Nampula, mesmo depois de terem recebido os fundos, informou esta semana, o director provincial das obras públicas, Silvino Moreno.
Moreno garantiu que alguns dos empreiteiros desonestos estão nas mãos da justiça, onde respondem os seus respectivos processos crimes.
Segundo a fonte, do levantamento feito constatou-se que, das 600 obras de construção de diversas infra-estruturas do Estado existentes em vários distritos da província de Nampula, 32 é que apresentam aspectos críticos de abandono.
“É muito triste que depois de um esforço feito pelo governo, no financiamento das obras de construção de infra-estruturas para o benefício das populações, ainda continuemos com casos de abandono total das obras, por parte dos empreiteiros desonestos na nossa província”, lamentou.
De referir que o governador de Nampula, Manuel Rodrigues, manifestou recentemente o seu desapontamento com a contínua desonestidade de alguns empreiteiros, que abandonam as obras públicas depois de receberem dinheiro do Estado, travando assim o desenvolvimento da província.
O chefe do executivo provincial assumiu tal posição durante a visita que efectuou às obras de construção do Centro de Saúde do posto administrativo de Méti, distrito de Lalaua, que se encontram actualmente abandonadas totalmente pelo empreiteiro.
O abandono das obras do Estado, um problema antigo, tem prejudicado em todos os anos em milhões de meticais ao governo provincial. Segundo dados disponíveis, só no ano passado as obras malparadas lesaram ao Estado em mais de 300 milhões de meticais, na província de Nampula.
Por outro lado, as autoridades governamentais reconhecem que alguns dos factores que contribuem para o atraso na conclusão das obras do Estado, tem a ver com a demora no desembolso dos valores e a falta de transparência na adjudicação, por parte dos sectores envolvidos no processo.
A Associação dos Empreiteiros de Nampula (AEP) reconhece a existência de seus membros desonestos, que não honram com os seus compromissos assumidos com o Estado, porém, nunca avançou medidas que tem tomado para acabar com a desonestidade.
