Não há segurança para recenseamento eleitoral em Mocímboa da Praia

Não há segurança para recenseamento eleitoral em Mocímboa da Praia

O Secretariado Tecnico Eleitoral (STAE), sugere que o recenseamento eleitoral, no distrito de Mocimboa da Praia, seja feito somente no perímetro municipal, onde as condições de segurança são aceitáveis, processo que, no entanto, poderá acarretar enormes custos.

O Boletim Centro de Integridade Pública (CIP) diz que, para além de Mocímboa, em outros distritos municipalizados como Mueda, Montepuez e Chiure exige-se a introdução de meios aéreos com capacidade para transportar 1500 kg (1.5 tonelada) de carga, 225 horas de operação e 20 horas de posicionamento, incluindo combustível. 

O custo do uso de meios aéreo é de 138 milhões de meticais (pouco mais de 2 milhões de dólares), numa altura em que o Estado está com uma séria crise de liquidez, razão pela qual a CNE está a funcionar parcialmente. 

Segundo apurou o (CIP), não há dinheiro para viagens nem para subsídios. Aliás, na semana passada, alguns membros da CNE ameaçaram não ir à sessão por falta de combustível.

O relatório do Secretariado Técnico de Administração eleitoral (STAE), remetido semana passada ao gabinete do Presidente da CNE, conclui que não existem condições de segurança fora do raio da autarquia de Mocímboa da praia.

O documento refere ainda que o distrito tem registado um retorno gradual da população, mas toda ela se concentra no território autárquico e como solução, o STAE propõe que o recenseamento eleitoral seja realizado apenas no território autárquico e não em todo o distrito.  Mesmo assim, o STAE sugere outras medidas tais como maior protecção e segurança no perímetro dos postos de recenseamento, a alocação de dois ou mais membros das forças de defesa e segurança em cada brigada, aumento do número das brigadas e a alocação de meios aéreos.