Munícipes cobram mais obras e saneamento em Angoche

Munícipes cobram mais obras e saneamento em Angoche

A Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Angoche, em Nampula, Dalila Ussene, afirmou na sexta-feira passada que as manifestações violentas ocorridas no período pós-eleitoral afectaram de forma negativa a implementação e execução dos programas de desenvolvimento socioeconómico da autarquia.

Falando por ocasião do 55.º aniversário da elevação de Angoche à categoria de cidade, Ussene revelou que, devido a essa situação, o plano de governação municipal foi executado em apenas 40 por cento.

A autarca sublinhou, contudo, que as dificuldades enfrentadas serviram de alerta e que a edilidade está empenhada em concluir e entregar as obras em curso.

“Estamos a tentar ver se conseguimos terminar as obras que foram iniciadas. Brevemente estaremos a inaugurar algumas estradas, campos de futebol, escolas e sanitários públicos. São realizações iniciadas no ano passado e outras neste ano”, explicou Ussene.

Entre as actividades programadas destacam-se a reabilitação do aeródromo, a conclusão da estrada Angoche–Nametil, a construção do porto de pesca e a aposta no potencial turístico do município.

Apesar dos constrangimentos, a presidente mostrou-se confiante de que, nos próximos anos, Angoche poderá tornar-se uma cidade de referência na província em termos de desenvolvimento social e económico.

Entretanto, alguns munícipes desafiaram a edilidade a investir numa governação inclusiva e participativa, com prioridade para a reabilitação das estradas urbanas e a melhoria das condições de saneamento.

“O município tem de deixar de se queixar do problema do fecalismo a céu aberto e apresentar soluções. Já passaram 55 anos e este assunto devia estar ultrapassado”, criticou um residente presente na cerimónia.