A imundície escondida por detrás dos prédios da cidade de Nampula

A imundície escondida por detrás dos prédios da cidade de Nampula

Uma parte considerável dos prédios residenciais, na cidade de Nampula, escondem nas suas traseiras uma imundice que periga a saúde publica. Os seus moradores depositam lixo que se misturam com as águas negras de fossas sépticas entupidas que deixam escapar detritos, que incluem fezes humanas. A situação atinge o seu apogeu quando a maioria desses prédios tem tanques de reserva de água potável expostos e misturados com todo esse cenário deplorável e que ameaça a estabilidade do ambiente.

Alguns desses prédios foram identificados pela nossa reportagem destacando-se alguns na rua sem saída, os que fazem a esquina entre a rua dos Continuadores e a avenida das FPLM, o conhecido como Prédio Fabião, entre outros.

Na presente reportagem trazemos o mau cheiro provocado por águas estagnadas e pelo deficiente funcionamento do sistema de esgoto de um dos prédios de habitação, localizado na chamada “Rua Sem Saída”, no bairro de Muahivire.

Informações apuradas pelo nosso jornal indicam que a situação se agravou depois de alguns residentes da área terem transformado parte da infra-estrutura em sanitário improvisado.

Gilberto Morgado, morador do bairro de Muahivire e utente da via de acesso que passa junto ao edifício, disse que o mau cheiro é inevitável para quem vive ou transita pelo local.

“Na minha opinião, os principais responsáveis por esta situação são os próprios moradores, que não se preocupam em limpar o espaço onde vivem. Não somos nós, que apenas passamos pela rua, que vamos fazer essa limpeza, embora também estejamos a sofrer as consequências”, afirmou.

Por sua vez, Juliano Mutoa, outro transeunte, considera que a falta de higiene e de limpeza está a criar um ambiente propício para a reprodução e proliferação de insectos, como mosquitos e baratas, bem como de roedores, nomeadamente ratos, que acabam por se espalhar pelas imediações e residências vizinhas.

“Tenho visto catadores de lixo e pessoas em situação de rua a utilizarem parte do prédio para satisfazerem as suas necessidades. Não consigo perceber como é que os moradores conseguem viver nestas condições, sem criarem mecanismos para travar esta situação”, questionou. Face aos relatos recolhidos, torna-se urgente que os moradores se organizem para proceder à limpeza do edifício, em benefício próprio e das demais pessoas que circulam naquela zona.