A cidade de Nampula está a registar a escassez de alguns produtos que dependem directamente da Estrada Nacional Número Um (N1) para serem escoados do sul ao norte do país, com impacto a vários níveis.
A batata-reno importada é, até agora, o principal produto que já é difícil de adquirir, sendo que, ontem, os poucos comerciantes que tinham o produto estavam a vender a 1.500,00 meticais o saco de 10 quilogramas, enquanto a local custava 140 meticais o quilograma, contra 50 meticais anteriores.
Para além da batata, o tomate, o gengibre e a cenoura, por exemplo, também subiram de preço de forma drástica. O tomate, que depois do período festivo custava pouco mais de 50,00 meticais, ontem o quilograma estava a ser vendido por 150,00 meticais.
Tendo em conta que o Governo anunciou, esta terça-feira, que as obras para a reposição da transitabilidade poderão levar, pelo menos, mais duas semanas para a reabertura, espera-se que a situação possa agravar-se nos próximos dias, incluindo para outros produtos que usam o transporte rodoviário para chegar a Nampula.
O sector da Indústria e Comércio, em Nampula, garante que existem em stock produtos alimentares capazes de cobrir as necessidades até às primeiras semanas de Março do ano em curso.
O director desta instituição, Jeremias Muapaz, reconheceu que, com a interrupção da EN1, alguns produtos essenciais importados podem escassear.
Muapaz garantiu que existem produtos localmente produzidos e que, em relação aos importados, os supermercados têm um paradigma de abastecimento muito regular, revelando que há produtos de primeira necessidade que vêm através do Porto de Nacala, como arroz, farinha e óleo.
