Casos de mordeduras caninas triplicam em Nampula

Casos de mordeduras caninas triplicam em Nampula

O Hospital Central de Nampula (HCN) registou, nos últimos três meses do ano em curso, 664 casos de mordeduras caninas, contra 217 em igual período do ano passado, representando um aumento significativo. No mesmo período, duas pessoas morreram vítimas de raiva, contra três óbitos registados no ano passado.

Segundo dados partilhados ontem pelo responsável da Vigilância Epidemiológica do HCN, Carlitos De Agostinho, a evolução dos números revela uma situação que exige maior atenção das comunidades e das autoridades de saúde.

A fonte instou as comunidades a encaminharem imediatamente às unidades sanitárias as vítimas de mordeduras caninas, para efeitos de assistência e prevenção de eventuais casos de raiva.

“Após uma mordedura canina, a vítima deve lavar a ferida com água e sabão por, pelo menos, 15 minutos, procurar imediatamente assistência médica, num prazo máximo de 32 horas. Ela deve apanhar a vacina antirrábica antes que o vírus atinja o sistema nervoso central da pessoa”, aconselhou De Agostinho.

Segundo o nosso interlocutor, os animais agressores devem ser mantidos em observação rigorosa durante 10 dias.

“Caso o animal esteja infectado com o vírus da raiva, o mesmo morrerá num período não superior a dez dias”, explicou. Aos proprietários de cães e outros animais de estimação, como gatos, De Agostinho destacou, igualmente, a necessidade de cumprirem, de forma rigorosa, o calendário de vacinação anual dos bichos.