O presidente do Conselho Empresarial Provincial (CEP) e da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), em Nampula, Shakeel Amad, reconhece que ainda persistem dificuldades de acesso às divisas para a operacionalização das importações.
Contudo, segundo Amad, têm-se registado sinais de melhoria e maior fluidez nos pagamentos ao exterior.
“Esperamos, com expectativa, aquilo que será a acção da nova liderança do Banco de Moçambique e a actuação do Governo no que tange à estabilização da situação”, destacou Amad.
Em relação ao pagamento de dívidas do Estado ao sector empresarial privado, a fonte informou que o processo tem sido gradual.
“Apelamos, contudo, a que o Governo continue a priorizar a liquidação destes valores, pois são essenciais para que as empresas possam sustentar as suas operações, investir no seu crescimento e contribuir para o desenvolvimento da província e do país”, apelou.
A fonte fez estes pronunciamentos na quarta-feira, depois do encontro que os empresários mantiveram, à porta fechada, com o secretário-geral da FRELIMO, Chaquil Aboobacar.
Um dia antes, a classe empresarial havia apresentado ao político o problema relacionado com a dívida pública, a elevada carga fiscal, entre outras matérias.
Questionado sobre quanto o Estado deve ao sector privado de Nampula, a fonte disse não dispor de dados precisos, dado que se trata de um assunto que remonta a longa data.
Relativamente à centralização do processo de importação de trigo, a fonte respondeu que esta medida é vista pelo CEP como uma estratégia do Governo para incentivar a produção e a industrialização local do cereal, em substituição das importações.
“Embora seja uma solução estruturante a médio e longo prazo, o CEP ainda está a avaliar os efeitos. Só depois disso é que o assunto será trazido à mesa de diálogo”, referiu Amad.
No que toca ao custo do pão, a fonte explicou que este é influenciado tanto pelo preço do trigo como pelas taxas adicionais e pela actual crise global, que encarece o transporte e o combustível, impactando directamente o custo de vida em Moçambique.
Sobre as vias de acesso na província, reconheceu os esforços da Administração Nacional de Estradas (ANE) na reabilitação de troços críticos, como o de Nampula/Monapo.
“Sobre este ponto, ainda existem lacunas. Temos estradas que são vias de saída da cidade e que ainda carecem de manutenção, mas notamos que há um esforço notório para inverter este cenário”, disse a fonte.
