Os fiscais florestais, afectos ao posto de controlo de Anchilo, no distrito de Nampula, iniciaram recentemente a fiscalização e apreensão de produtos de origem vegetal, com destaque para o carvão vegetal, situação que apanhou os comerciantes daquele combustível desprevenidos.
Para transportar volumes acima de três sacos de carvão, os vendedores ambulantes deverão, doravante, pagar uma taxa anual de 250 Meticais, na secretária da zona de residência ou onde fazem a produção do carvão.
Aos que não apresentam o recibo, que comprova o pagamento da taxa, estão a perder o produto a favor do Estado.
Amândio Francisco Geral diz-se indignado com relação a medida. Segundo explicou, ele e seus companheiros estão simplesmente a procurar “sobreviver” e não está em condições de suportar muitos encargos de taxas, nomeadamente, a taxa de exploração de carvão, que custa 250 Meticais e licença no valor de 100 Meticais.
“Nós somos desempregados, estamos a tentar sustentar nossas famílias” -lamentou-se Geral.
A Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA), através do respectivo delegado provincial, Egídio Armando, explicou que a decisão de fiscalizar os cidadãos que usam as suas bicicletas, para movimentar carvão e outros recursos florestais, resulta de uma série de acções que visam eliminar desmandos florestais.
“Por isso, há um trabalho de sensibilização das comunidades locais no sentido de se constituir em associações e, por via disso, requerer guias de trânsito para o carvão vegetal e outras espécies de produtos florestais ”-explicou Armando.
