Naufrágio faz duas mortes em Angoche

Naufrágio faz duas mortes em Angoche

Uma embarcação de transporte de passageiros, que fazia o percurso entre a cidade de Angoche e a Ilha de Quelelele, com mais de 40 pessoas a bordo, naufragou na manhã da quarta-feira passada, resultando na morte de duas pessoas, sendo criança, com apenas dois meses de idade e um adulto, este último cujo corpo foi localizado no dia seguinte.

O corpo da criança sem vida foi encontrado no mesmo dia do acidente, mas a segunda vitima foi localizada na quinta-feira, na Ilha de Buzu à ilharga do distrito, estando em curso a busca por outras pessoas mortas ou desaparecidas.

Este acidente ocorre a menos de dois meses do trágico naufrágio que aconteceu a 7 de Abril na Ilha de Moçambique matando 98 pessoas, ainda fresco na memoria do país e do mundo.

As vítimas do acidente desta quarta-feira em Angoche estavam a caminho da Ilha de Quelelele para participar com familiares, nas festividades do dia daquela parcela de terra e foram imediatamente socorridas pela equipa de salvação de voluntários residentes no bairro de Tamol, evitando o pior.

Em entrevista ao Wamphula Fax, os sobreviventes descrevem um momento de drama e terror quando a embarcação virou, alegadamente pela sua superlotação aliada ao mau tempo.

“Quando estávamos a navegar apareceu uma onda gigante que embateu no barco e imediatamente virou e começou a afundar”, contou Raramadane Momade.

No entanto, a Administração Marítima do distrito de Angoche descartou que a origem do naufrágio fosse o mau tempo ou a superlotação, apontados pelos sobreviventes, indicando que o local onde que ocorreu o sinistro é, por si, perigoso por conta da convergência da água de diferentes rios.

“O tempo não estava mau na altura. Quando a água começa a vazar aquele local fica muito agitado, porque há junção de três rios”, explicou chefe-adjunto de fiscalização marítima, Alexandre Ossufo.

A embarcação tem uma capacidade estimada para 32 pessoas e carregava mais de 40 pessoas, todas localizadas pois até ontem, quinta-feira, não havia relatos de desaparecimento de qualquer pessoa.

O chefe do banco de socorro no Hospital Rural de Angoche, Malge Djeco, confirmou a entrada de nove pessoas vítima do sinistro, em estado de pânico, afirmando ainda que que até ontem, apenas três pacientes estavam em tratamento.