A época chuvosa e ciclónica 2025/2026 já provocou 16 mortes na província de Nampula, em consequência de eventos extremos associados às chuvas, nomeadamente descargas atmosféricas, arrastamento pelas águas e desabamento de paredes de residências.
No mesmo período, 15.095 pessoas, correspondentes a três mil famílias, foram afectadas em todos os 23 distritos da província. O balanço aponta ainda para cinco feridos e uma pessoa desaparecida.
Os dados foram tornados públicos ontem, terça-feira, na cidade de Nampula, pelo porta-voz da III Sessão do Conselho dos Serviços Provinciais de Representação do Estado em Nampula, José Luís, durante uma conferência de imprensa de actualização do ponto de situação da época chuvosa e ciclónica.
Para além das perdas humanas, as chuvas causaram danos significativos em infra-estruturas públicas. No sector da educação, 79 escolas foram afectadas, impactando cerca de 33 mil alunos e 34 professores.
Ao nível das infra-estruturas rodoviárias, algumas pontes, aquedutos e estradas apresentam degradação em resultado da intensidade das chuvas, condicionando a circulação em determinados pontos da província.
Relativamente às famílias afectadas, foi prestada assistência imediata através da distribuição de kits alimentares e de abrigo, o que permitiu o regresso às respectivas zonas de origem. As autoridades asseguram igualmente que estão criadas condições para o decurso normal do ano lectivo, após intervenções realizadas nas escolas atingidas.
Quanto à situação hidrológica, as bacias dos rios Lúrio e Meluli apresentam tendência de descida dos níveis de água, enquanto as barragens de Nampula, Nacala e Mugica se encontram com 100 por cento da sua capacidade de armazenamento.
