Destruição de pontes isola três postos administrativos em Mecuburi

Destruição de pontes isola três postos administrativos em Mecuburi

Os postos administrativos de Muite, Milhana e Namina, no distrito de Mecuburi, em Nampula, estão neste momento isolados por via terrestre, devido à destruição de algumas pontes das principais vias de acesso àquelas regiões, por conta dos efeitos das águas pluviais.

Segundo o administrador do distrito de Mecuburi, Leonel Majangue, a situação é desafiadora, porquanto o executivo local não dispõe de fundos para financiar as obras localmente.

“O acesso a estes postos administrativos é muito difícil. Não é possível circular de carro, senão de motorizadas ou bicicletas, devido à falta de pontes que desabaram com as águas das chuvas que têm estado a cair nos últimos tempos sobre o distrito e a província”, explicou Majangue.

Devido à magnitude das obras necessárias, que ultrapassam as capacidades financeiras locais, o governo do distrito assegura ter notificado o problema às instâncias de nível provincial.

“Localmente, estamos a tentar colocar algumas manilhas, principalmente na ponte sobre o rio Mecuburi, para garantir que haja alguma travessia de pessoas e bens, mas não tem sido fácil, porque as chuvas não estão a dar tréguas”, disse Majangue.

Indagado sobre as consequências socioeconómicas decorrentes da situação, o nosso interlocutor confirmou que o custo de vida agravou-se, principalmente na vila-sede do distrito.

“Os postos administrativos afectados são os que abastecem a vila-sede de Mecuburi e, inclusive, a capital da província de Nampula. Aliás, são os pontos mais produtivos”, referiu.

A fonte disse que o executivo está em contacto com os comerciantes, para que não exagerem na marcação dos preços de produtos de primeira necessidade, por conta da situação.

Na área da saúde, procurámos saber como é feita a evacuação de doentes para a vila-sede do distrito ou para a cidade de Nampula, onde se localizam as principais unidades sanitárias de referência.

Sobre o assunto, a fonte reconheceu que a situação é desafiadora. “As comunidades, por vezes, esforçam-se para transportar os doentes, enfrentando dificuldades para chegar até nós. São situações tristes que ocorrem aqui no nosso distrito”, lamentou.