Dois profissionais do sector da saúde ao nível do distrito de Nacala-porto, em Nampula, foram expulsos do Aparelho do Estado por ter sido provado o seu envolvimento em casos de burla com promessas de emprego.
Os indiciados acabaram sendo condenados com pena suspensa de oito meses e o pagamento de uma indemnização para os ofendidos na ordem de mais de três milhões de meticais.
Na sequência, o sector da saúde, tomando conhecimento do assunto, instaurou processos disciplinares contra os referidos profissionais. O trabalho de investigação levou a conclusão de que os visados eram, de facto, culpados e acabaram expulsos da Função Pública.
O director dos Serviços Distritais de Saúde, Mulher e Acção Social (SDMAS) de Nacala, Azarias Come, disse que para além da burla com promessas de emprego, a instituição instaurou outros onze processos disciplinares, sendo quatro por mau atendimento, seis por abandono de posto e um por danificação de viatura.
De acordo com Come, o sector da saúde tem estado a receber várias denúncias e acredita que existem mais pessoas a sofrer por essas situações, porque os cidadãos que denunciam são pessoas com entendimento, imagina o pacato munícipe.
“Infelizmente, a conduta de alguns funcionários deixa a desejar. Registamos condutas desviantes que se caracterizam por mau atendimento, cobranças ilícitas até abandono do posto de trabalho. As cobranças ilícitas acontecem, na sua maioria, nas maternidades localizadas nas unidades sanitárias com maior volume de utentes”, disse.
A nossa fonte entende que os funcionários corruptos são movidos por má conduta e a falta de consideração pelo emprego, que constitui a fonte de renda para si e as respectivas famílias.
Explicou que não se justifica uma pessoa que tem a consciência de que está a trabalhar, a ganhar salário e começa a se envolver em actos desonestos, mesmo sabendo que essa atitude representa risco para o emprego.
O dirigente encoraja denúncias contra os casos de mau atendimento e cobranças ilícitas. Os cidadãos podem ligar directamente para o director ou contactando os membros dos comités de humanização e de co-gestão compostos por membros voluntários provenientes das comunidades.
Azarias Come apela os funcionários da saúde no sentido de se posicionarem, evitando se envolver em casos de corrupção, pois a instituição não vai medir esforços para garantir a responsabilização de todos os prevaricadores.
