O presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nampula, Luís Giquira, acusou motoristas e cobradores afectos à Empresa Municipal de Transportes Públicos de Nampula (EMTPN) de alegado desvio de receitas provenientes da cobrança de passageiros e transporte de carga.
As declarações foram feitas durante um encontro realizado no último fim-de-semana com trabalhadores da empresa municipal, no qual o autarca manifestou preocupação com os baixos níveis de receitas apresentados por alguns autocarros.
Segundo Giquira, não é aceitável que viaturas com capacidade para cerca de 30 passageiros produzam apenas dois mil Meticais por dia, valor que, segundo explicou, não é suficiente para cobrir sequer os custos de combustível.
“Com dois mil Meticais não conseguimos abastecer os autocarros. O município compra combustível e precisa de garantir a sustentabilidade da empresa”, afirmou.
O edil recordou que quatro funcionários foram recentemente afastados da EMTPN por alegado envolvimento em práticas ilícitas relacionadas com a gestão das receitas.
Giquira considerou que, caso existam dificuldades ligadas à rentabilidade das rotas actualmente exploradas, os trabalhadores devem apresentar propostas de melhoria, em vez de justificarem os baixos níveis de arrecadação. A EMTPN é responsável por assegurar parte do transporte público de passageiros na cidade de Nampula.
