O partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA), em Nampula, exige o respeito pelos direitos políticos dos seus membros e o fim das alegadas perseguições que, segundo a formação política, são protagonizadas por agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) e outras forças políticas.
O delegado político distrital do ANAMOLA na cidade de Nampula, Paulino Armando, falava no último sábado, em Nampula, durante as celebrações do primeiro aniversário da formação política.
Segundo o delegado, as alegadas perseguições não devem impedir a participação política dos membros do partido, defendendo o diálogo como uma das vias para ultrapassar as diferenças e garantir o respeito pelos direitos políticos.
“Não desistam, não desistam, não desistam. Não permitam que os obstáculos destruam a nossa esperança. Uma caminhada verdadeira nunca é feita apenas por estradas fáceis”, apelou.
O politico destacou ainda a situação da juventude, defendendo maior acesso à formação, emprego, empreendedorismo e espaços de liderança, para que os jovens não sejam lembrados apenas durante os períodos eleitorais.
“Não queremos uma juventude lembrada apenas durante os momentos eleitorais. Queremos uma juventude preparada, formada, empreendedora, participativa e capaz de ocupar espaços de liderança”, afirmou.
Defendeu, igualmente, maior valorização da mulher na vida política e social, considerando que a sua participação é indispensável para o desenvolvimento do país.
“A vossa voz é importante, a vossa capacidade é indispensável, a vossa liderança deve ser valorizada”, sublinhou.
Na ocasião, o ANAMOLA recordou a morte de Anselmo Vicente, coordenador distrital do partido em Manica, assassinado há 14 semanas, sem esclarecimentos, segundo a formação política, por parte das autoridades governamentais.
A fonte apelou aos membros para continuarem unidos e determinados na defesa da democracia, justiça social e dignidade humana.
“Somos capazes de aprender, somos capazes de trabalhar, somos capazes de liderar, somos capazes de construir um Moçambique livre e autónomo”, declarou.
