O distrito de Memba, na província de Nampula, vive actualmente um ambiente de relativa calmia, depois de ter sido afectado por ataques terroristas que obrigaram milhares de pessoas a abandonar as suas comunidades em busca de zonas consideradas seguras.
Com a redução dos episódios de violência, as populações deslocadas estão a regressar gradualmente às suas zonas de origem, onde retomam as actividades e procuram reconstruir as suas vidas. O movimento de regresso é particularmente visível em algumas comunidades dos postos administrativos de Chipene e Mazua.
O administrador de Memba, Manuel Cintura, confirma que a situação no distrito é actualmente tranquila e que a população e as instituições do Estado estão a retomar as suas actividades.
“Felizmente, até ao momento, a situação do nosso distrito está calma. Ainda não temos nenhum movimento estranho. A população realiza as suas actividades, o Governo também continua a trabalhar nas comunidades e, até aqui, está tudo bem”, disse.
Segundo Cintura, a maioria das pessoas que haviam abandonado as suas zonas de origem já regressou, sendo actualmente insignificante o número de deslocados que permanecem fora das suas comunidades.
“Muita gente regressou às zonas de origem e penso que o número dos que ainda ficaram fora seja insignificante. A população voltou”, afirmou. Entre as pessoas que regressaram está Madalena Geraldo, que decidiu voltar para a sua comunidade depois de perceber que a situação de insegurança havia melhorado.
“A confusão já acabou. Foi por isso que voltámos. As pessoas estão a regressar para as suas casas”, contou.
Rosa Manuel, outra residente, também regressou depois de ter abandonado a zona devido à violência. Acompanhada por familiares, voltou à comunidade onde vivia antes dos ataques, num movimento que, segundo os residentes, já se verifica em várias zonas de Chipene e Mazua.
Para Luís Augusto, técnico da Direcção Provincial do Género, Trabalho e Acção Social, a presença das famílias nas suas comunidades e a retoma das actividades constituem sinais de recuperação da vida social.
“Acredito que a vida está a voltar à normalidade. As pessoas estão nas suas próprias residências e, como podemos ver, as crianças estão a divertir-se e várias actividades estão a decorrer. Por conta da insegurança, nada se desenvolve”, observou.
