Os hospitais públicos e privados da província de Nampula gastaram, no ano passado, 184 milhões de meticais no atendimento e assistência a mais de 600 pessoas que sofreram doenças e ferimentos em consequência de acidentes de viação.
A informação foi avançada há dias por Samuel Carlos, chefe do Departamento de Saúde Pública do Serviço Provincial de Saúde de Nampula, durante uma reunião de reflexão sobre a sinistralidade rodoviária, promovida pelo secretário de Estado na província, Fernando Bemane.
O encontro tinha como objectivo encontrar soluções para conter os acidentes que, nos últimos meses, têm causado a morte de vários cidadãos.
Samuel Carlos destacou a importância da prevenção e do combate à sinistralidade rodoviária, sublinhando que os recursos financeiros gastos no atendimento às vítimas poderiam ter sido canalizados para outras despesas prioritárias.
“A maior parte destes acidentes foi causada por factores evitáveis, decorrentes do desrespeito flagrante pelo Código da Estrada. Estamos a assistir a esta situação de forma passiva, enquanto os hospitais ficam sobrecarregados”, afirmou.
De acordo com a fonte, o tempo médio de internamento das vítimas de acidentes de viação não é inferior a duas semanas, facto que tem um impacto orçamental elevado. Acrescentou que uma consulta médica no sector privado para estes pacientes tem um custo mínimo de 2.500 meticais por dia, sendo necessárias, pelo menos, cinco avaliações.
Além disso, custos adicionais, como consultas de anestesia e procedimentos cirúrgicos, elevam significativamente os gastos.
O delegado provincial do Instituto Nacional de Transportes Rodoviários (INATRO), em Nampula, Samuel dos Santos, que participou no encontro, reconheceu que a situação da sinistralidade rodoviária na província é deveras preocupante.
Segundo ele, desde o início de Setembro até à data da reunião, foram registados 13 acidentes de viação, contra 17 ocorridos em todo o mês de Setembro do ano passado.
Por sua vez, o secretário de Estado na província de Nampula, Fernando Bemane, reforçou a necessidade urgente de reduzir a sinistralidade rodoviária. “Não podemos ser referência em acidentes de viação, mas sim na produção agrícola e em outras áreas de desenvolvimento. É possível prevenir muitas destas situações, uma vez que a responsabilidade está nas mãos dos condutores.
