A Polícia da República de Moçambique (PRM), em Angoche, anunciou o reforço da fiscalização aos postos de abastecimento, numa tentativa de travar a venda de gasolina a preços especulativos e a comercialização clandestina do produto, num contexto de crise que afecta o distrito há mais de seis meses.
A posição foi apresentada esta terça-feira pelo comandante substituto da PRM em Angoche, Basílio Manuel, durante uma reunião sobre a crise de gasolina, que juntou diferentes intervenientes ligados à cadeia de comercialização do produto.
Segundo Manuel, a corporação pretende fiscalizar os postos de abastecimento e responsabilizar os operadores que forem encontrados a vender combustível acima dos preços legalmente estabelecidos ou através de canais clandestinos.
“Não vamos tolerar uma bomba que vender combustível acima do valor que o Governo estipulou”, declarou.
Durante o encontro, foram igualmente apresentados critérios para o fornecimento de combustível aos pescadores e proprietários de embarcações movidas a motor, como forma de assegurar que o produto chegue aos sectores que dependem directamente da actividade.
A fonte explicou que os proprietários de embarcações devem apresentar a documentação exigida para ter acesso ao combustível e advertiu que serão tomadas medidas contra fornecedores e pessoas que transportem o produto sem a devida documentação.
A PRM apelou ainda às organizações da sociedade civil para colaborarem na fiscalização e na denúncia de práticas consideradas irregulares na comercialização de combustível.
A escassez de combustível, com maior incidência sobre a gasolina, tem-se agravado em Angoche desde o final de Maio deste ano, provocando dificuldades para transportadores, pescadores, comerciantes e outros consumidores.
