Dezassete pessoas perderam a vida, de Janeiro até esta parte, em consequência de onze acidentes de viação, do tipo choque entre viaturas e motorizadas usadas como mota-táxi, no distrito de Nampula.
Para além das mortes, várias pessoas contraíram ferimentos graves e ligeiros, e houve oito danos materiais avultados e ligeiros. Aliás, no mesmo período do ano passado, o distrito havia registado seis acidentes, que resultaram em sete óbitos, um ferido ligeiro e oito danos materiais avultados e ligeiros.
Estes dados foram partilhados na sexta-feira, na cidade de Nampula, pelo responsável de educação pública do departamento de Polícia de Trânsito (PT) no Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), Egídio Pedro, por ocasião da Campanha de Educação Cívica para Consciencialização sobre o cumprimento das regras de trânsito entre os que exercem a actividade de moto-táxi, promovida pelos estudantes do curso de Gestão de Relações Públicas e Marketing Estratégico da Faculdade de Educação e Comunicação (FEC) da Universidade Católica de Moçambique (UCM).
Pedro referiu que, face à situação, o comando provincial da PRM, sob a direcção da ordem e segurança pública, tem trabalhado em parceria com várias organizações governamentais e não governamentais, com o objectivo de estancar os acidentes de viação envolvendo mototaxistas. Sustentou que é fundamental que todos os intervenientes continuem a unir esforços na promoção da educação rodoviária aos moto-taxistas.
O director dos Transportes, Comunicação e Trânsito no Conselho Municipal da cidade de Nampula, Samuel dos Santos, disse que a edilidade implementou, de um tempo a esta parte, alguns programas de prevenção e combate à sinistralidade rodoviária, nomeadamente campanhas de consciencialização dos moto-taxistas, atribuição gratuita de licenças, organização de praças e pinturas de motorizadas para melhor identificação, entre outras.
No entanto, reconheceu que os números de sinistralidade rodoviária partilhados pelo Hospital Central de Nampula, que referem os casos de mototaxistas envolvidos em acidentes, são de longe mais elevados e preocupam a edilidade.
“Por isso, queremos pedir mais ponderação e responsabilidade aos moto-taxistas. Esta é uma actividade que sustenta muitas famílias, mas, entretanto, alguns a levam de forma leviana, fazem ultrapassagens irregulares, excedem a velocidade e a lotação”, relatou dos Santos.
O representante da AMOSAV em Nampula, Jorge Luís, uma associação que luta contra os acidentes de viação, também pediu aos moto-taxistas para que fossem prudentes no exercício das suas actividades.
Por sua vez, o representante dos moto-taxistas, Noémio Pedro, agradeceu o facto de os colegas terem sido convocados para participar na campanha e prometeu que vão acatar as recomendações dadas.
Actualmente, a cidade de Nampula conta com mais de quatro mil pessoas que exercem a actividade de moto-táxi para sua subsistência.
