Na passada segunda-feira, o candidato ao cargo de Presidente da República, pelo partido PODEMOS, Venâncio Mondlane, escalou a cidade de Nampula numa visita agendada para estruturar o partido, face aos resultados parciais anunciados pela Comissão Provincial de Eleições.
Durante a visita do candidato, a caravana do PODEMOS na cidade de Nampula entrou em confrontos com a Polícia da República de Moçambique (PRM), facto que gerou dezenas de feridos e detidos.
Dados partilhados pelo director da ordem no Comando Provincial da PRM em Nampula, à data dos factos, indicavam que a corporação teria detido quatro indivíduos acusados de incitar a violência contra a polícia, que estavam no local para garantir a segurança do candidato, entre outros cidadãos envolvidos na marcha.
“Em consequência da desordem que ocorreu na cidade de Nampula, a PRM deteve quatro indivíduos acusados de incitar a violência”, disse Gilberto Nguane chefe da ordem no comando da PRM em Nampula na passada segunda-feira.
O Partido PODEMOS, em Nampula, convocou uma conferência de imprensa, na sexta-feira passada, para anunciar que três menores de idade, teriam sido supostamente detidos pela Polícia da República de Moçambique (PRM), durante os tumultos da segunda-feira anterior.
De acordo com o porta-voz do PODEMOS, Sumail Alberto, para além dos 10 membros daquela formação política, algumas famílias contactaram aquela agremiação, para exigir que interceda junto das autoridades, para a libertação dos seus filhos menores de idade.
“A polícia deteve cerca de 10 membros do PODEMOS e ainda recebemos um total de três encarregados de educação, alegando que os seus filhos foram envolvidos no grupo e pedem a libertação dos mesmos”, disse Alberto.
Entretanto, o diretor da ordem pública, no comando provincial da PRM em Nampula, Gilberto Inguane, negou as acusações feitas pelo PODEMOS, afirmando que “não detivemos menor de idade, exigindo provas que confirmem” reagiu.
