Uma equipa composta por membros da Polícia da República de Moçambique (PRM), na cidade de Nacala- -porto, na província de Nampula, juntamente com jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social, identificou mais de cinco toneladas de arroz deteriorado que estavam prestes a ser colocadas à venda nas lojas locais, representando sérios riscos para a saúde pública.
A mercadoria estava armazenada em cinco armazéns, onde o arroz estava a ser organizado para ser distribuído aos proprietários de lojas em Nacala-porto.
A imprensa foi alertada sobre essa intenção de comercialização, e o aviso foi igualmente dirigido às autoridades policiais. A acção foi simultânea, tendo sido flagrado um camião em pleno processo de carregamento, destinado a abastecer o mercado local.
Além dos jornalistas e dos agentes da lei e ordem, a população também tomou conhecimento da situação e, do lado de fora, começaram a gritar o nome de Venâncio Mondlane. Na altura, os responsáveis pela mercadoria foram informados de que o camião corria o risco de ser incendiado, o que levou ao cancelamento do movimento do veículo.
A mercadoria seria, então, desviada para o distrito de Angoche, onde seria comercializada de forma disfarçada. Os técnicos da Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) demonstraram negligência no exercício das suas funções, e soubemos que, durante o fim de semana, a mercadoria foi removida para um local desconhecido, onde provavelmente está a ser comercializada de maneira camuflada, à revelia da confiança dos consumidores.
Os proprietários do arroz recusaram-se a comentar à imprensa sobre a origem do produto e não quiseram esclarecer os procedimentos usados para avaliar a qualidade do arroz.
No entanto, a nossa redacção apurou que a carga provém da Índia e que, ao chegar ao país, foi reembalada em sacos com rótulos de empresas nacionais. Alguns funcionários da empresa revelaram à nossa reportagem que os técnicos da INAE estavam a negociar com os empresários, no intuito de fazer vista grossa sobre as irregularidades cometidas no âmbito das actividades económicas.
Tentámos, sem sucesso, contactar os técnicos da InsCinco toneladas de arroz podre desaparecem nos armazéns pecção Nacional das Actividades Económicas para obter um contraditório sobre as acusações feitas contra eles.
No entanto, fomos informados de que estavam ausentes devido ao falecimento de uma funcionária do sector da Indústria e Comércio.
Entretanto, mesmo que estivessem presentes nos seus escritórios, garantiram que não tinham autorização por parte dos seus superiores hierárquicos para se pronunciar sobre qualquer assunto, mesmo que fosse relacionado com o serviço.
