Pessoas com albinismo denunciam exclusão no mercado de emprego

Pessoas com albinismo denunciam exclusão no mercado de emprego

Pessoas com albinismo, na província de Nampula, queixam-se de alegada exclusão no acesso ao mercado de trabalho, apesar de muitas possuírem formação técnico-profissional e qualificações para o exercício de diversas actividades.

A denúncia foi feita esta quarta-feira pela activista da Associação Amor à Vida, Olívia de Oliveira, durante o lançamento de uma campanha de sensibilização contra a violência e discriminação das pessoas com albinismo.

“Na associação temos vários casos de pessoas capacitadas e com formação técnico-profissional que já submeteram candidaturas a diferentes instituições, mas que até hoje nunca foram recrutadas”, afirmou.

Apesar das dificuldades relatadas, Olívia de Oliveira reconheceu o apoio prestado por alguns parceiros na promoção da inclusão social e defesa dos direitos das pessoas com albinismo.

A campanha decorreu na Escola Básica 25 de Junho, na cidade de Nampula, sob o lema “Orgulhosamente na Minha Pele: Celebrando Todos os Tons de Pele”, numa iniciativa promovida pela Direcção Provincial do Género, Criança e Acção Social, em coordenação com a Associação Amor à Vida.

Na ocasião, a activista destacou que os casos de tráfico, sequestro e assassinato de pessoas com albinismo reduziram significativamente nos últimos anos, graças ao reforço da assistência jurídica e das acções de sensibilização.

Segundo explicou, desde o início do presente ano não foi registado qualquer caso desta natureza, sendo que o último episódio reportado ocorreu no início de 2025, no bairro de Napipine, na cidade de Nampula.

Por sua vez, a chefe de repartição na Direcção Provincial do Género, Criança e Acção Social, Fátima Raul, considerou que ainda persistem violações dos direitos das pessoas com albinismo, sobretudo através de actos de discriminação e violência verbal. “Precisamos de divulgar os seus direitos e promover o respeito pela dignidade destas pessoas. Devemos chamá-las pelo seu nome e não por designações que as estigmatizam”, apelou.