Asfaltagem da estrada Nametil-Moma mais perto de se tornar realidade

Asfaltagem da estrada Nametil-Moma mais perto de se tornar realidade

O projecto de asfaltagem da estrada R683, entre Nametil e Moma, na província de Nampula, deu mais um passo rumo à concretização. O concurso público para a contratação do empreiteiro que irá executar a empreitada já foi lançado e a abertura das propostas deverá ocorrer na próxima semana.

O anúncio foi feito esta sexta-feira pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante um comício popular realizado na vila-sede do distrito de Moma, no âmbito da sua visita de trabalho à província de Nampula.

Com uma extensão de 131 quilómetros, a empreitada abrange os troços Nametil–Chalaua e Chalaua–vila-sede de Moma. A obra é aguardada há vários anos pela população, sobretudo devido ao avançado estado de degradação da estrada, que durante a época chuvosa dificulta a circulação de pessoas e bens, fazendo com que algumas viagens demorem mais de um dia.

A asfaltagem desta via já havia sido anunciada em 2019 pelo então Presidente da República, Filipe Nyusi, que, na altura, garantiu estarem assegurados os recursos financeiros para o arranque das obras. No entanto, o projecto não avançou. Assim, o lançamento do concurso público representa agora o primeiro desenvolvimento concreto anunciado desde que a asfaltagem da estrada foi prometida, em 2019.

Segundo Daniel Chapo, a asfaltagem da via integra os esforços do Governo para melhorar as infra-estruturas rodoviárias da província e impulsionar o desenvolvimento económico da região.

Na ocasião, o Chefe do Estado referiu ainda que estão em curso outros projectos rodoviários, entre eles a asfaltagem da EN13, no troço Malema–Cuamba, que liga as províncias de Nampula e Niassa, bem como da EN104, entre Nametil e Angoche, cujos projectos, segundo afirmou, se encontram na fase final.

Durante a sua intervenção, Daniel Chapo defendeu que a concretização destes investimentos depende da manutenção da paz e da segurança, apelando à população para rejeitar a desinformação e proteger as infra-estruturas públicas.

O chefe do Estado condenou igualmente a destruição de escolas, hospitais e outros bens públicos registada durante as manifestações pós-eleitorais, considerando que esses actos prejudicam o desenvolvimento e o bem-estar das comunidades.