Fiscalização reforçada para travar especulação de preços em Nampula

Fiscalização reforçada para travar especulação de preços em Nampula

O sector da Indústria e Comércio em Nampula está a intensificar a fiscalização dos estabelecimentos comerciais e mercados, com o objectivo de travar a especulação dos preços dos produtos de primeira necessidade, face ao aumento do custo dos combustíveis.

A acção está a ser levada a cabo por uma equipa multissectorial composta por técnicos da Direcção Provincial da Indústria e Comércio e da Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE), que realiza trabalhos de monitoria e sensibilização junto dos operadores económicos.

O director provincial da Indústria e Comércio, Jeremias Muapaz, explicou que as actividades em curso visam garantir o cumprimento das normas do mercado, evitando práticas como o açambarcamento e a subida injustificada dos preços.

“Os trabalhos rotineiros destas instituições estão a ser reforçados para evitar o açambarcamento e a especulação de preços, mas também para incentivar a priorização do processamento de produtos locais”, explicou.

Segundo Muapaz, as autoridades acompanham de perto o comportamento dos preços para impedir aproveitamentos indevidos da actual conjuntura económica.

“Em momentos de crise há sempre tentativas de inflacionar preços, e o nosso trabalho é prevenir e corrigir essas situações”, afirmou.

O responsável defendeu, igualmente, uma maior aposta no processamento de produtos locais, sobretudo alimentares, por considerar que esta medida pode reduzir a dependência das importações e contribuir para a estabilidade do mercado.

“Tivemos um período de crise de combustíveis em que alguns produtos da cesta básica sofreram agravamentos. Por isso, estamos a sensibilizar para que se valorize a produção local e se consuma o que é produzido internamente”, disse.

Muapaz garantiu ainda que a província dispõe de produtos alimentares suficientes, tanto provenientes da produção familiar como dos armazéns comerciais, afastando cenários de escassez que possam justificar aumentos especulativos.

“Não há falta de produtos que justifique a subida de preços. Existem alimentos suficientes no mercado, pelo que não há espaço para especulação”, assegurou. O dirigente apelou à colaboração dos comerciantes e consumidores, incentivando a denúncia de práticas ilegais como forma de garantir maior estabilidade dos preços e proteger o poder de compra das famílias.