A Polícia Costeira, Fluvial e Lacustre, destacada no posto administrativo de Quinga, distrito de Liúpo, na província de Nampula, rejeita as acusações de alegadas cobranças ilícitas durante uma operação de fiscalização dirigida aos pescadores da região.
Recorde-se que, na edição de terça-feira, este jornal noticiou a denúncia de um grupo de pescadores de Quinga, segundo a qual agentes da Polícia Marítima teriam exigido o pagamento da taxa oficial de licenciamento, no valor de 826 meticais, acrescida de uma alegada cobrança de 400 meticais por pessoa, sem qualquer explicação sobre a sua finalidade. Os pescadores afirmaram ainda que quem recusasse efectuar o pagamento era ameaçado com a apreensão dos instrumentos de trabalho.
Em resposta às acusações, o comandante da unidade, Amílcar João, garantiu que a intervenção decorreu no âmbito de um procedimento administrativo de rotina, realizado em coordenação com o sector das Pescas, com vista à regularização da actividade pesqueira.
“Realizámos reuniões com os pescadores e titulares de licenças para informar sobre a necessidade de regularizarem a sua situação. A acção foi conduzida em conjunto entre o sector das Pescas e a Polícia Marítima, com o propósito de assegurar a conformidade documental dos pescadores”, afirmou.
Ainda assim, Amílcar João admitiu que poderá ter existido falta de esclarecimento durante a operação, o que, na sua perspectiva, poderá ter levado alguns pescadores a interpretar incorrectamente a actuação das autoridades.
“Lamentamos que essa percepção negativa tenha surgido, especialmente porque temos trabalhado em parceria com a comunidade. Não há qualquer intenção de prejudicar os pescadores, muito menos de agir contra os seus interesses. Pelo contrário, o nosso objectivo é a organização e a legalidade da actividade”, disse.
O comandante apelou aos pescadores para privilegiarem o diálogo e evitarem a divulgação de informações que possam resultar de eventuais mal-entendidos. “Estamos à disposição para colaborar, como sempre fizemos. Reitero que não compactuamos com irregularidades. É lamentável que algumas pessoas tentem manchar a nossa reputação com alegações infundadas, quando o nosso compromisso é servir a comunidade e manter a ordem no exercício das suas actividades”, concluiu.
