O governador da província de Nampula, Eduardo Abdula, considera que a destruição da 3.ª Esquadra de Namicopo, nos arredores da cidade de Nampula, em finais de Dezembro de 2024, durante os protestos contra os resultados eleitorais, constituiu um ataque à paz, ao Estado e à própria população daquele bairro.
Segundo o governante, a destruição da unidade policial foi acompanhada pela morte de um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) e pela queima de uma viatura Mahindra da corporação, que era utilizada nas operações policiais.
Abdula recordou que as manifestações registadas no período afectaram o país em geral e a província de Nampula em particular, devido à dimensão dos danos provocados em infra-estruturas públicas e privadas.
O governador falava no fim da tarde de ontem, durante o seu discurso na cerimónia de inauguração da nova 3.ª Esquadra de Namicopo, construída de raiz após a destruição da anterior.
Segundo Abdula, a destruição da esquadra deixou a população de Namicopo sem a presença permanente da Polícia, afectando a segurança, a tranquilidade e a dignidade dos moradores e expondo a comunidade a diversos riscos.
“Perdemos um oficial da Polícia da República de Moçambique, um filho desta pátria que tombou no cumprimento do seu dever. Foi aqui que foi queimada uma viatura Mahindra da Polícia da República de Moçambique, símbolo do ataque directo às instituições do Estado”, disse Abdula.
Dirigindo-se à população, o governador afirmou que a nova esquadra vai devolver segurança, dignidade e esperança à comunidade de Namicopo.
“Querida população de Namicopo, hoje é um dia de memória, de resiliência e de esperança. É de memória porque lembramos com dor que a antiga esquadra foi destruída de forma violenta”, afirmou.
Na ocasião, Abdula agradeceu à direcção da Nacala Logistics pelo apoio prestado na disponibilização de material para a construção da nova infraestrutura, destacando a importância da colaboração entre o sector privado e o Estado.
“O vosso gesto demonstra, na prática, que quando o sector privado e o Estado caminham juntos, o desenvolvimento acontece mais rápido”, afirmou, estendendo igualmente o seu agradecimento ao grupo de amigos do tio Salimo pelo apoio na mobilização e participação na reconstrução da esquadra.
