Cerca de 2.500 pessoas, entre crianças e adultos, deverão beneficiar de uma campanha de registo civil que decorre no distrito de Eráti, na província de Nampula, com o objectivo de permitir a obtenção de documentos de identificação por pessoas que ainda não possuem qualquer documentação.
A campanha é promovida pela Plan International, no âmbito das actividades de protecção e apoio às crianças que a organização desenvolve nas comunidades de Miroti, Mazantal, Alua-Sede, Samora Machel, Mwanona e Meliva.
Segundo Teodósio Riquito, supervisor de gestão de casos no distrito de Eráti, a primeira fase da campanha decorre na comunidade de Alua, devendo posteriormente estender-se às restantes comunidades abrangidas pelo projecto.
A iniciativa prevê abranger cerca de 500 pessoas por comunidade, entre 400 crianças e 100 adultos. A inclusão dos adultos deve-se à existência de pais e encarregados de educação que também não possuem documentação.
“Pensamos em abranger 500 pessoas por comunidade, sendo 400 crianças e 100 adultos. Incluímos os pais e encarregados de educação porque também existem adultos sem documentação e queremos criar condições para que possam regularizar a sua situação”, disse Riquito.
A campanha enquadra-se num trabalho mais amplo de identificação e acompanhamento de crianças vulneráveis.
Actualmente, as equipas melhorar as condições de vida das beneficiárias, das suas famílias e das comunidades. trabalham com entre 1.800 e 2.000 casos, incluindo menores sem documentação, crianças fora do sistema de ensino e outras que necessitam de apoio psicossocial.
“Temos gestores de casos em cada comunidade que fazem a identificação, o registo das crianças vulneráveis e o encaminhamento para os serviços de referência, de acordo com as necessidades de cada caso”, explicou.
