A cidade de Nampula voltou ontem a receber combustíveis líquidos, com a chegada de camiões cisterna a vários postos de abastecimento, numa altura em que a escassez de gasolina se agravou nos últimos dias.
A chegada do produto provocou uma corrida aos postos de abastecimento, com longas filas de motociclistas e automobilistas que, durante os dias de maior escassez, chegaram a permanecer várias horas à procura de combustível, em alguns casos sem sucesso.
O movimento registado ontem surge na sequência da promessa feita, na terça-feira, pelo governador de Nampula, Eduardo Abdula, de que seriam disponibilizados mais de cem mil litros de combustível para a cidade de Nampula e Nacala-Porto.
Dados apurados pelo nosso jornal indicam que camiões cisterna chegaram ontem com combustível destinado ao abastecimento de viaturas e motociclos em vários postos, entre os quais o Asfaquito, localizado próximo da sede da TVM, a Eco e a AZA, na avenida FPLM, o Êxito, na avenida Samora Machel, e o Millennium 200 Motor, na avenida do Trabalho, entre outros.
Em comunicado de imprensa emitido na terça-feira, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) atribuiu o agravamento recente da escassez à chegada tardia do navio responsável pela reposição de gasolina na região norte.
De acordo com o Ministério, o atraso deveu-se ao mau tempo registado em Durban, na África do Sul, que impediu a realização das operações portuárias dentro do prazo previsto.
Gervásio Sumaila, mototaxista abordado pela nossa reportagem numa das filas no posto da Asfaquito, na avenida FPLM, considerou a chegada da gasolina um “balão de oxigénio”, depois de a escassez dos últimos dias ter afectado as suas actividades.
“A falta de combustível nas bombas afectou o meu negócio e criou-me enormes prejuízos, porque enfrentei dificuldades para alimentar a minha família. Dependo desta actividade, uma vez que estou desempregado”, disse Sumaila.
Por seu turno, um automobilista que se identificou como Dércio pediu ao Governo que cumpra as promessas de reabastecimento e reforce a fiscalização dos postos de abastecimento, de modo a combater o fenómeno de açambarcamento.
