Ministro dos transportes desde ontem na Ilha de Moçambique

Ministro dos transportes desde ontem na Ilha de Moçambique

O ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, deslocou-se ontem a Ilha de Moçambique, em representação do governo central, para junto do executivo da província de Nampula, prestar solidariedade às famílias enlutadas na sequência do naufrágio ocorrido no último Domingo, na travessia entre o posto administrativo de Lunga, distrito de Mossuril e Ilha Moçambique.

Magala afirmou que a sua deslocação a Nampula visa prestar condolências aos afectados pelo incidente, incluindo transmitir orientações no sentido de fortalecer as medidas de segurança, para evitar que situações do género voltem a acontecer.

De acordo com o programa que o nosso jornal teve acesso, Magala desloca-se hoje à sede do posto administrativo de Lunga, para confortar as famílias enlutadas.

O naufrágio de Domingo provocou a morte de 98 pessoas, dos quais 39 adultos e 59 crianças, cujas idades não conseguimos apurar.

Até ao fim do dia de ontem, tinham sido sepultadas 48 vítimas, na Ilha de Moçambique, e outras 24 no posto administrativo de Lunga, em Mossuril, não se sabendo onde foram enterrados os outros  26 corpos.

Até ao momento, segundo dados oficiais, 14 pessoas estão dadas como desaparecidas e outras 18 sobreviveram ao naufrágio, segundo foi tornada público, durante a sessão extraordinária do governo do distrito, alargada aos membros do governo central e provincial. 

Na ocasião, o administrador da Ilha de Moçambique, Silvério João Nawaito, disse que a embarcação que transportava os residentes de Lunga é especializada a actividades de pesca.

Revelou que aquele meio de transporte tinha a capacidade de 13 pessoas a bordo, mas na altura carregava 130 cidadãos, tendo, a 200 metros da costa, naufragado. 

A falta de comunicação entre o proprietário da embarcação e as autoridades, a superlotação e a falta de meios de segurança são os principais factores que originaram o incidente.

Para Nawaito, a população de Lunga está numa situação de vulnerabilidade pelo facto de não existir um transporte apropriado para passageiros e carga.