O jornalismo moçambicano está de luto. Morreu na noite da passada terça-feira, vítima de doença, o escritor e jornalista Vasco Fenita. Um verdadeiro nacionalista e impulsionador do jornalismo em Moçambique. Foi um dos poucos jornalistas negros que iniciou a sua carreira ainda no período colonial.
A equipa do Wamphula Fax, órgão de comunicação social onde Vasco Fenita terminou a sua carreira como jornalista, desempenhando com zelo e rigor a função de editor, assim como os restantes colegas de profissão na província de Nampula e no país, choram não apenas a morte de um homem, mas, particularmente, a de um homem que amava a sua família e se dedicava, sem reservas, à formação de novos jornalistas.
Muitos grandes profissionais da comunicação social passaram pela sua formação. São essas as perdas inultrapassáveis, não apenas para o Wamphula Fax, mas também para aqueles que, de uma forma ou outra, estão ligados ao sector da comunicação, incluindo os leitores com quem Vasco Fenita sempre estabeleceu laços de forte ligação.
Fenita acreditava profundamente no poder do jornalismo como verdade e na liberdade de imprensa, valores com os quais ajudou a construir. Foi um amigo de todas as horas e de todos os jornalistas, de quem, hoje, começamos a nos despedir com doloroso e genuíno agradecimento.
Arriscamo-nos a afirmar que deve ter sido o jornalista mais velho em idade ainda em actividade no país, escrevendo crónicas que criticavam o dia a dia social e político de forma didática, pois eram um verdadeiro “bebedouro linguístico”, do qual retirávamos sempre uma preciosa gota do dicionário da Língua Portuguesa.
O caminho foi longo e o legado fica. Até sempre, Vasco Fenita. Para a COOPNORTE, proprietária do Jornal Wamphula Fax, fica a menção honrosa: Editor honorário…
