O Governo Provincial de Nampula, através da Direcção Provincial de Género, Criança e Acção Social, reintegrou, desde Janeiro do presente ano, quatro pessoas idosas vítimas de violência psicológica que se encontravam em situação de rua, devolvendo-as ao convívio familiar. A informação foi avançada, esta segunda-feira, pelo chefe do Departamento de Assuntos Sociais da instituição, Gino Neves.
De acordo com a fonte, no mesmo período foram igualmente reintegradas quatro pessoas com deficiência que viviam nas ruas, sendo que, em todos os casos, a principal causa esteve associada a situações de violência psicológica no seio familiar.
No âmbito da assistência social, a instituição apoiou ainda quatro pessoas com deficiência com meios de compensação, tendo sido distribuídas muletas, cadeiras de rodas e um triciclo motorizado.
Paralelamente, foram realizadas visitas a associações que trabalham com pessoas com deficiência, com o objectivo de acompanhar as suas actividades e prestar apoio técnico na organização de acções de sensibilização. “Pretendemos harmonizar as abordagens e reforçar a qualidade das intervenções junto das comunidades”, explicou Gino Neves.
No domínio da inclusão, o responsável destacou um entendimento com o Instituto de Formação Profissional Alberto Cassimo, que prevê a integração de cerca de 100 pessoas com deficiência em cursos técnico-profissionais. Segundo avançou, está em curso um levantamento para identificar os beneficiários que poderão integrar as próximas fases de formação.
Apesar dos avanços, persistem desafios, com destaque para a escassez de técnicos especializados em língua de sinais nos serviços públicos, o que limita a comunicação com pessoas com deficiência auditiva. A situação é igualmente visível no sector da educação, onde ainda são reduzidas as instituições com capacidade para garantir ensino inclusivo, bem como no acesso ao emprego, que continua limitado para este grupo social.
Para os próximos tempos, a Direcção Provincial de Género, Criança e Acção Social pretende intensificar as campanhas de sensibilização, reforçar a inclusão social e apostar na formação de técnicos em língua de sinais. A instituição actua também em áreas transversais, como a prevenção e combate ao consumo de drogas, o HIV/SIDA e a resposta a situações de calamidades.
Segundo Gino Neves, o balanço do primeiro trimestre é positivo, com uma execução superior a 40 por cento das metas traçadas.
