O Estado, através do Instituto de Transportes Marítimos de Moçambique (INTRASMAR), está a investir mais de 100 milhões de meticais na melhoria e modernização da sinalização marítima nos principais portos do país, abrangendo as regiões sul, centro e norte.
A informação foi avançada recentemente, na Ilha de Moçambique, pelo administrador-executivo do INTRASMAR, Simiao Munguambe, que reconheceu que os desafios relacionados com a garantia da navegação segura e o acesso aos portos ainda exigem um esforço contínuo.
Segundo explicou, o processo de modernização teve início no ano passado, com intervenções no Porto de Maputo, onde foram instaladas 42 bóias, seguindo-se o Porto da Beira, com 24 bóias, e, posteriormente, o Porto de Pemba, na província de Cabo Delgado, embora sem especificar o número de dispositivos previstos para esta última infra-estrutura.
Munguambe referiu que a visão da instituição passa por garantir que todos os meios de transporte marítimo operem em condições de segurança ao aceder aos portos nacionais.
“Os investimentos em segurança e navegação visam aumentar a confiança dos utilizadores, embora ainda haja operadores que insistem em navegar em condições inadequadas. Ainda assim, temos registado avanços através da fiscalização e do contacto directo nas principais rotas”, afirmou.
Para o presente ano, o responsável indicou que o INTRASMAR prevê reforçar a sua capacidade de intervenção, em articulação com parceiros, apostando no fornecimento de equipamentos de segurança para pequenas embarcações, bem como na modernização dos canais de acesso e apoio à navegação.
Acrescentou que, no ano passado, foram igualmente realizados investimentos em equipamentos de segurança, com destaque para a distribuição de coletes salva-vidas, com o objectivo de apoiar transportadores com limitações financeiras e garantir a protecção da vida humana.
No que diz respeito à Ilha de Moçambique, Munguambe reconheceu que persistem desafios, sobretudo devido à circulação de embarcações de transporte de passageiros e carga sem condições adequadas de segurança.
Por sua vez, a administradora distrital da Ilha de Moçambique, Josina Taipo, sublinhou a necessidade de reforçar a sensibilização dos operadores privados para o investimento em embarcações seguras e equipamentos adequados, considerando que tal poderá contribuir para a salvaguarda de vidas humanas.
Apesar disso, destacou alguns progressos registados recentemente. “A população testemunhou a chegada de um navio de cruzeiro, numa actividade que não ocorria há mais de quatro anos, o que demonstra que a comunidade internacional reconhece os esforços para melhorar o acesso e a segurança na nossa zona costeira”, afirmou.
