Alguns consumidores denunciaram alegadas irregularidades no abastecimento de gasolina num posto da Petróleos de Moçambique (Petromoc), na cidade de Nacala, acusando os responsáveis da infraestrutura de privilegiarem o enchimento de tambores destinados, alegadamente, ao mercado paralelo, numa altura em que a província de Nampula enfrenta, há cerca de quatro meses, sucessivos problemas de escassez de combustível.
Segundo relatos recolhidos pela nossa reportagem, dezenas de automobilistas e motociclistas permaneceram no Posto de Abastecimento da Petromoc, localizado nas imediações do antigo parque da cidade, desde as 14 horas de sábado, aguardando pelo abastecimento.
Por volta das 19 horas, os utentes afirmam ter sido informados de que o posto já não dispunha de gasolina. Contudo, pouco depois, chegaram viaturas transportando tambores de 200 litros, que começaram a ser abastecidos, facto que gerou revolta entre os consumidores.
Confrontado pela nossa reportagem, o gerente do posto, Ernesto Casemiro, garantiu que existia combustível disponível e tranquilizou os utentes, tendo o abastecimento aos automobilistas e motociclistas sido retomado de imediato.
Entretanto, segundo relatos recolhidos junto de consumidores, após a saída da equipa de reportagem o posto terá voltado a abastecer tambores destinados, alegadamente, à revenda informal. Este último procedimento já não foi presenciado pelos jornalistas. Os denunciantes afirmam que parte da gasolina adquirida nos postos de abastecimento acaba por ser revendida no mercado paralelo a preços entre 140 e 160 meticais por litro, muito acima do preço oficial de 93,69 meticais, agravando os custos para os consumidores e alimentando a especulação numa altura em que o combustível continua escasso na província.
