Dezassete mil habitantes de Ivaté passam a beneficiar de energia da HCB

Dezassete mil habitantes de Ivaté passam a beneficiar de energia da HCB

Cerca de 17 mil habitantes da comunidade de Ivaté, na localidade de Najaça, distrito de Larde, na província de Nampula, passaram, desde a semana finda, a ter acesso à energia eléctrica da rede nacional, produzida pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), em Tete.

As obras, oficialmente entregues na terça-feira passada, numa cerimónia dirigida pelo administrador do distrito de Larde, Manuel Manussa, consistiram na implantação de 18 postos de transformação eléctrica (PT) e alguns candeeiros, destinados a reforçar a iluminação pública e contribuir para a melhoria das condições de segurança e circulação na comunidade.

Segundo apurámos, a electrificação de Ivaté enquadra-se no programa nacional Energia para Todos, implementado pelo Governo de Moçambique, através da Electricidade de Moçambique (EDM), com financiamento do Banco Mundial.

No âmbito da segunda fase do programa, a Área de Serviço ao Cliente do distrito de Angoche, que superintende a região sul de Nampula, prevê efectuar mais de 1.800 ligações domiciliárias na comunidade de Ivaté.

Na ocasião, Manussa destacou a importância da energia eléctrica da rede nacional para o desenvolvimento socioeconómico das comunidades.

O administrador apelou à população para fazer um uso responsável daquele serviço público e reforçar a vigilância comunitária, de modo a proteger as infra-estruturas contra actos de vandalismo.

De acordo com o coordenador local de projectos e chefe do Departamento de Planeamento e Estatística do programa Energia para Todos, Jeremias Augusto Centureia, a expansão da rede deverá abranger outras zonas do distrito de Larde, entre elas Nambilane Expansão, Moneia, Mucuali-Sede e Pacone.

A chegada da electricidade representa uma mudança significativa para a comunidade, que nunca tinha beneficiado de energia da rede nacional, e abre novas perspectivas para as famílias, actividades económicas e serviços locais.

Anteriormente, alguns residentes percorriam cerca de quatro quilómetros para encontrar locais onde pudessem conservar os seus produtos, situação que dificultava a actividade comercial e aumentava os custos para as famílias.

Doravante, os beneficiários esperam uma nova dinâmica na economia local, facto que poderá levar ao surgimento e à expansão de pequenos negócios. Para os residentes, a chegada da energia representa mais do que a iluminação das casas e das ruas. A expectativa é de que o fornecimento de electricidade permita dinamizar pequenos negócios, melhorar a conservação de produtos e criar novas oportunidades de geração de rendimento.