Rapariga Biz forma 180 jovens em Rapale

Rapariga Biz forma 180 jovens em Rapale

Um total de 180 raparigas do distrito de Rapale, na província de Nampula, concluiu, na terça-feira, 20 de Outubro, cursos de formação profissional nas áreas de avicultura, corte e costura, informática básica e inteligência artificial, empreendedorismo, ciências da vida e literacia financeira, no âmbito do programa Rapariga Biz, implementado pelo Governo de Moçambique com o apoio de parceiros.

Das graduadas, 120 são do posto administrativo de Rapale-Sede e 60 do posto administrativo de Namaíta.

No âmbito da iniciativa, 85 raparigas receberam kits para iniciarem pequenos negócios, das quais 35 pertencem a Rapale-Sede e 50 a Namaíta.

O programa incluiu igualmente actividades de produção de mudas de árvores de fruta e a criação de grupos de poupança, com vista a reforçar as capacidades das beneficiárias.

A cerimónia de graduação foi dirigida pela directora do Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social de Rapale, Enia Custódio Cintura Zunguza, em representação da administradora distrital, Maria Noventa Victor.

Na ocasião, Zunguza destacou a importância da formação para o futuro das jovens, considerando que as competências adquiridas constituem ferramentas para enfrentar os desafios da nova etapa das suas vidas.

A responsável apelou às graduadas para que apliquem os conhecimentos adquiridos e contribuam para o desenvolvimento económico do distrito de Rapale, da província de Nampula e do país.

As beneficiárias manifestaram satisfação com a iniciativa e esperança de melhorar as suas condições de vida através do empreendedorismo. Algumas destacaram a disponibilidade de máquinas de costura, que lhes permitirão confeccionar roupas e outros artigos têxteis.

“A conclusão desta formação vai permitir-nos levar avante aquilo que aprendemos, para gerar renda”, afirmou Anabela Armando. Por sua vez, Belita Carlos considerou que o projecto contribui para transformar a realidade das jovens e promover o seu empoderamento, contrariando o preconceito de que as mulheres não têm espaço na sociedade.