Alguns munícipes da cidade de Nampula pedem ao presidente do conselho autárquico, Luís Giquira, que flexibilize o processo de aquisição de autocarros para o transporte público de passageiros, conforme prometido durante a campanha eleitoral, que o levou à gestão da urbe.
A demanda surge para reduzir a forte dependência dos operadores privados, que, nos últimos tempos, têm adoptado o encurtamento de rotas, causando transtornos aos utentes.
“A propósito, lembro-me que o presidente do Conselho Municipal da cidade de Nampula, Luís Giquira, durante a sua campanha eleitoral prometeu 50 autocarros para a cidade. Então, chegou a hora de esta promessa ser cumprida, para acabar com a mania destes chapeiros de encurtamento de rota. Eles fazem isso porque sabem que não têm concorrência por parte do conselho municipal,” frisou Zacarias Deocleciano.
Matias Júlio, outro munícipe que aceitou falar à nossa reportagem, acredita que, para acabar com os encurtamentos de rotas, a polícia municipal deve ser mais actuante.
“Estamos a sofrer. Eu, que vivo no bairro de Muahivire Expansão, sou obrigado a gastar 30 Meticais para conseguir ligar do posto de controle da polícia de trânsito de Muahivire à Padaria Sipal. Pior ainda, os cobradores não têm respeito para com os clientes,” denunciou Júlio.
Neyde Francisco, outra munícipe abordada, afirmou que os casos de encurtamento de rota são mais frequentes nos períodos de ponta, concretamente das 7 às 8 horas e das 17 às 18 horas. “Na Sipal, Hospital Central de Nampula e CFM são as praças onde os transportadores fazem o encurtamento de rotas e devia ser lá que os agentes da polícia municipal deviam posicionar-se para autuar de forma exemplar os autores destes encurtamentos,” sugeriu Francisco.
Para combater o problema, o conselho municipal criou uma linha verde para denúncias, através do número 834270305. O Conselho Municipal da Cidade de Nampula apela a todos os munícipes que testemunharem casos de encurtamento de rota e outras situações graves que acionem o número partilhado.
A edilidade disse que tem estado a registar, por meio de denúncias e reclamações, um aumento crescente de casos de encurtamento de rota.
Segundo apurou o Wamphula-fax, os transportadores semi-coletivos de passageiros que exploram todas as rotas urbanas da cidade de Nampula decidiram unilateralmente fixar alguns pontos intermédios, encurtando a rota e deixando os passageiros à sua sorte antes de chegarem ao destino.
