Algumas ruas da cidade de Nampula vão passar a ter o trânsito rodoviário em sentido único, uma forma encontrada para descongestionar o actual fluxo de viaturas e motorizadas que, ao circular em dois sentidos, criam congestionamentos.
Trata-se das ruas 3 de Fevereiro, que vai da parte traseira do Mercado Central até à estação dos CFM, a Monomotapa, desde o Instituto Industrial até à Universidade Católica, Daniel Napatima e José Macamo, numa medida que, segundo o proponente, visa melhorar a mobilidade.
Entretanto, alguns munícipes, que participaram na sessão de auscultação pública da proposta, pediram ao Conselho Municipal local para fundamentar os objectivos e benefícios da proposta.
Alberto Amisse, da Associação Okalihana, sublinhou que, mais do que fazer a alteração dos sentidos de circulação, o importante é a edilidade apostar na educação cívica dos automobilistas, para evitar que cometam falhas, tais como estacionamentos irregulares das suas viaturas, entre outros desmandos.
“Se as pessoas não perceberem a importância de se comportarem com civismo, sempre vão cometer desmandos. Por exemplo, se alguém achar que a sua casa fica perto e no sentido inverso do preconizado pelas autoridades, vai violar a regra porque ninguém está a observá-lo”, referiu Amisse.
Por sua vez, o jornalista Victor Máquina destacou a necessidade de todos os munícipes se submeterem ao código de posturas municipal.
“O automobilista deve conhecer e respeitar o código da estrada. Onde está sinalizado que é para estacionar, deve estacionar aí e nunca em outro local”, disse Máquina.
Criticou o facto de, na rua Monomotapa, mais concretamente no espaço localizado defronte do antigo edifício do Banco de Moçambique, continuar condicionado o estacionamento de viaturas, apesar de aquela instituição bancária não estar a funcionar naquelas instalações.
“Aqueles cones, que ainda continuam a obstruir a circulação rodoviária, deviam ter sido removidos. Será que, alguma vez, o Conselho Municipal abordou o Banco de Moçambique para saber a razão de proibir o estacionamento de viaturas naquele local?”, questionou.
Um outro munícipe, que se identificou por José Santos, sugeriu ao Conselho Municipal que exija aos agentes económicos a construção de parques de estacionamento nos novos edifícios que se propõem construir, para assegurar a livre circulação de viaturas nas ruas onde está a ser proposta a introdução da circulação em sentido único.
“Introduzir sentido único, enquanto tivermos esta anarquia de vendedores informais e operadores de táxi-mota, não estaremos a fazer nada. Precisamos, primeiro, sensibilizar as pessoas a obedecerem às regras”, referiu.
Na óptica de Santos, a introdução de sentidos únicos pode não funcionar se não for eliminada a alegada anarquia por parte dos mototaxistas e vendedores informais. O vereador do pelouro de Obras e Infra-estruturas no Conselho Municipal da Cidade de Nampula, Mustafa Amisse, sublinhou que as intervenções dos munícipes serviram para enriquecer a proposta da edilidade.
