Nampula quer financiamento agrário acompanhado de infra-estruturas

Nampula quer financiamento agrário acompanhado de infra-estruturas

O governador de Nampula, Eduardo Abdula, reconhece que, a par dos programas de financiamento dos produtores do sector agrário, deve-se investir na melhoria da rede de estradas, entre outras infra-estruturas que considera essenciais para facilitar o escoamento dos excedentes, processamento e outras actividades.

Abdula falava ontem, na cidade de Nampula, durante o seminário nacional de divulgação da Linha de Financiamento a Empreendimentos Rurais (LFER), implementada pelo Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), parceiro do Governo, através do Fundo de Apoio à Reabilitação da Economia (FARE), e pelo MOZA Banco, na qualidade de entidade gestora deste fundo.

Trata-se de uma linha de crédito no valor de 726 milhões de meticais, destinada a financiar projectos no meio rural, com o objectivo de ampliar a oferta e o acesso aos serviços de crédito bancário, principalmente para mulheres e jovens empreendedores.

Na ocasião, o governador da província de Nampula deixou aos presentes no encontro a seguinte reflexão:

“A par deste pacote de financiamento, precisamos investir na melhoria de vias de acesso para permitir o escoamento da produção, do campo ao mercado. Sem estradas em condições para escoar a produção, podemos financiar a implantação de uma pequena unidade de processamento, mas, se não tivermos energia, teremos outro problema. Podemos aumentar a produção, mas, se não tivermos espaço de armazenamento, conservação, transporte e mercado, teremos outro problema”, sublinhou Abdula.

Segundo ele, esta é a visão integrada que o seu executivo defende para a província, em conformidade com a linha de orientações deixadas pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante a sua visita.

“Estamos a trabalhar na melhoria das vias de acesso às zonas de produção, na mobilização de soluções que permitam aproximar infra-estruturas e serviços aos distritos, postos administrativos e localidades”, disse Abdula.

De acordo com o governante, o fim último é transformar os pequenos produtores agrícolas das comunidades em empresários rurais. “Mas, para isso, precisamos passar de uma agricultura de subsistência para uma agricultura virada para o comércio. Queremos que aquilo que sai da nossa machamba possa passar pela nossa indústria e chegar ao consumidor com valor acrescentado”, vaticinou.