Governo espera que cada metical da LFER gere novos negócios

Governo espera que cada metical da LFER gere novos negócios

O Governo moçambicano, que acaba de anunciar uma linha de crédito no montante de 726 milhões de meticais, destinada a financiar projectos no meio rural em todo o país, para ampliar o acesso aos serviços de crédito bancário, principalmente para mulheres e jovens empreendedores, quer que cada metical aplicado seja capaz de criar capacidade para financiar outros empreendedores no futuro.

O desafio foi lançado pelo ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, na cidade de Nampula, durante o seminário nacional de divulgação da linha de financiamento a empreendimentos rurais (LFER), que sucede o Programa de Financiamento ao Empreendedorismo Rural (REFP), implementado no quinquénio 2020-2025.

Na ocasião, Valá destacou a necessidade de rentabilização do crédito que for alocado, daí que cada metical aplicado deve ser capaz de criar e financiar outros empreendedores.

Sublinhou a necessidade de transformar recursos de desenvolvimento em capitais que circulam, se renovam e alcançam sucessivamente mais beneficiários.

“Esta linha de financiamento enquadra-se nos objectivos da Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025-2044, do Programa Quinquenal do Governo 2025-2029 e da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira 2025-2031, contribuindo para a edificação de uma economia mais diversificada, mais inclusiva e territorialmente equilibrada”, disse Valá.

Fez saber que a linha de financiamento assenta em pilares basilares, que estão interligados e são complementares, a saber: Crédito bancário, onde, através deste instrumento, bancos comerciais, microbancos, operadores de microcrédito, instituições financeiras de base comunitária e instituições de desenvolvimento local elegíveis poderão ampliar a oferta de financiamento a actividades económicas com impacto no meio rural.

Além disso, a fonte explicou que poderão, igualmente, ser financiadas micro, pequenas e médias empresas e empresas agregadoras que demonstrem viabilidade económica e financeira, bem como capacidade para gerar benefícios nas comunidades onde operam.

O segundo pilar é um fundo de mobilização de investimentos ou fundo de alavancagem que, por meio de subvenções, deverá ajudar a viabilizar e atrair investimentos capazes de gerar emprego, rendimento, inovação e encadeamentos produtivos ao longo das cadeias de valor mais promissoras e em áreas de foco, disse Valá.

Valá fez saber que o financiamento precisa encontrar projectos bem estruturados, gestão competente, assistência adequada, tecnologia apropriada e ligação efectiva aos mercados. Por isso, defendeu uma gestão prudente e profissional dos fundos, procedimentos inteligíveis, informação regular e uma articulação próxima com as instituições financeiras e com os beneficiários.