O Governo moçambicano garante que, o desinvestimento e consequente saída da Vale Moçambique no negócio de exploração e logística de carvão, no país, não vai afectar a economia nacional, porque será encontrado outro investidor para dar continuidade a actividade.
A garantia foi dada por Carla Louveira, vice-ministra da Economia e Finanças, que, na última sexta-feira, visitou o terminal multiuso de Nacala-à-velha, propriedade da Nacala Logistics, para, entre outros objectivos, monitorar o trabalho dos grandes contribuintes no processo de arrecadação de receitas através de impostos.
A Vale é, desde Junho passado, o único acionista da empresa Nacala Logistics, responsável pelo transporte e embarque do carvão e logística da carga geral no Corredor de Nacala.
Aquela governante felicitou a mineradora Vale, pelo seu contributo na dinamização da economia nacional, nos últimos tempos, e reconheceu a ajuda da empresa no desenvolvimento do Corredor de Nacala, através da criação de oportunidades de emprego, acções de responsabilidade social, fortalecimento de meios de subsistência e outras componentes com impacto directo na vida dos cidadãos.
“Estamos a trabalhar no sentido de a saída da Vale Moçambique e a identificação de novo investidor não tragam impacto negativo para a economia nacional. É nossa responsabilidade, como Governo assegurar que o negócio não desestabilize o mercado nacional” – anotou Louveira.
A governante adiantou que o sector vai se pronunciar nos próximos dias sobre os ganhos que o Estado obteve com o negócio entre a Vale e a empresa japonesa Mitsui.
O Presidente do Conselho de Administração da Nacala Logistics, Welington Soares, informou que os negócios de carvão e o transporte de carga geral são importantes para a sustentabilidade da empresa, porém com a retirada da Vale Moçambique no Corredor, a Nacala Logistics vai continuar a transportar a carga diversa a partir de Nacala para Malawi, vice e versa.
“Transportamos clínquer, fertilizantes, chá, açúcar, soja, contentores, entre outras unidades. Não estamos assustados porque a decisão da Vale ainda está em andamento e a produção vai continuar até que o negócio se transpasse para outro investidor”, afirmou.
