Crise de água na cidade de Nampula: FIPAG desdobra-se em estratégias

Crise de água na cidade de Nampula: FIPAG desdobra-se em estratégias

O Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de água, FIPAG, continua a apostar em bombas de emergências, plataforma flutuante e reajuste das regras de operação do sistema de abastecimento de água, como as principais medidas de emergência, para fazer face ao problema de escassez do precioso líquido, que assola a cidade de Nampula.

Falando aos jornalistas, o director dos serviços centrais do FIPAG, Ilídio Khossa, disse “Outra acção levada a cabo pela empresa foi equiparmos os furos de Namiteka, a instalação de 8 tomas de água em vários locais, Namiteka, Muhala-expansão, Namicopo e Muatala, construção de 31 fontanários móveis adicionais nos bairros, através de 15 camiões cisternas”.

Os custos financeiros destas intervenções ainda não foram calculados, mas através delas o FIPAG conseguiu ajustar a capacidade de fornecimento de água nas últimas 48 horas, tendo fornecido durante este período entre 18 a 20 mil metros cúbicos.

Alguns munícipes, como foi o caso de Serafim Pedro, congratulam o FIPAG pela iniciativa que teve de introduzir fontenárias móveis. “Actualmente, conseguimos ter 3 a 4 baldes de água ao dia, antes era muito difícil” disse Pedro.

O director da ARA-NORTE, Carlito Omar, explicou na ocasião que a barragem que abastece água à cidade de Nampula continua a apresentar níveis baixos. Entretanto, referiu que a infra-estrutura registou uma ligeira subida de nível, devido a queda pluviométrica registada nos últimos dias do mês em curso.

“Saímos de 22 para 30 porcento de incremento. Isso encoraja-nos. Esperamos que a água continue a subir, em relação a outras albufeiras ao nível de Nampula, devo dizer que existe água suficiente, refiro-me da barragem de Nacala, que está acima de 60 por cento, de Mugica com 45 porcento, gostaria de chamar atenção e pedir a população para fazer uso racional da pouca água que consegue “ disse Omar.

Por sua vez, o delegado provincial da meteorologia de Nampula, Aberto Clarinho, garantiu que a previsão sazonal indica que de Janeiro  até Março do ano em curso haverá ocorrência de chuvas normais com alguma tendência acima do normal, sobretudo para os distritos do  interior da província, enquanto para a zona costeira espera se chuva normal com alguma tendência para  baixo do normal.

Recordou que nos primeiros 10 dias do mês em curso, houve cerca de 25 milímetros de chuva volume que considerou muito abaixo daquilo que se devia ter.