O país continua a registar uma baixa cobertura dos serviços financeiros, segundo reconheceu, recentemente, o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, durante o 46º Conselho Consultivo da instituição, que decorreu na cidade de Nampula, durante três dias da semana passada.
Por conta disso, segundo Zandamela, o Banco Central continua a trabalhar com vista a expandir, de forma gradual, a cobertura daqueles serviços importantes para o crescimento equilibrado da economia no país.
“Expandir esses serviços, quer dizer que devem estar presentes nas regiões onde os bancos não estão. Apesar do trabalho desenvolvido nesse sentido, ainda há regiões do país onde não temos disponibilidade de serviços financeiros, e é difícil desenvolver um país quando o sistema financeiro não é forte e presente em todo o território nacional. Isso cria desigualdades, problemas sociais e até políticos”, disse.
Sublinhou que é por isso que o Banco de Moçambique e as autoridades governamentais do país dão e sempre deram grande importância à necessidade da expansão desses serviços em todo o país, para promover o desenvolvimento económico equilibrado da nação.
Rogério Zandamela apontou a iniciativa presidencial “um distrito, um banco”, como um exemplo inequívoco do reconhecimento da importância dos bancos no desenvolvimento do país, tendo referido que essa iniciativa já permitiu a instalação de várias agências bancárias em diferentes zonas de Moçambique.
Todavia, para garantir a expansão e melhoria do acesso aos serviços financeiros, já foi aprovado o regulamento para o exercício da actividade de agente bancário. É uma medida que faz parte de outras, que visam, essencialmente, assegurar a estabilidade e integridade do sistema financeiro nacional no processo da cobertura dessa expansão e melhoria da qualidade da sua prestação, por parte das instituições financeiras.
